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Robô autônomo alcança nível de especialista em esporte físico
Um robô autônomo chamado Ace, desenvolvido pela divisão de pesquisa em inteligência artificial da Sony, venceu partidas contra atletas de alto nível no tênis de mesa, segundo os responsáveis pelo projeto. O desempenho foi descrito como de especialista, um marco para aplicações de IA em esportes que exigem reações rápidas e precisão.
O estudo do projeto, conduzido por Peter Dürr, líder do Ace na Sony AI, foi publicado nesta quarta-feira (22) na revista Nature. Dürr afirmou que o objetivo não se limitou a fazer o robô competir, mas também entender como máquinas podem perceber, planejar e agir com velocidade e exatidão em cenários dinâmicos.
As partidas entre o robô e atletas seguiram as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa e contaram com arbitragem de juízes licenciados. Em abril de 2025, o Ace venceu três de cinco partidas contra jogadores de elite e perdeu duas para profissionais, o nível mais alto do esporte. A Sony AI informou que, posteriormente, o robô superou jogadores profissionais em dezembro de 2025 e novamente no mês passado.
Segundo o relato dos pesquisadores, a plataforma do Ace combina nove câmeras sincronizadas e três sistemas de visão para rastrear uma bola com giro e trajetórias complexas em alta velocidade. A arquitetura do robô inclui oito articulações — três destinadas à posição da raquete, duas à sua orientação e três ao controle de velocidade e força das tacadas — considerado o mínimo necessário para executar jogadas competitivas.
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Os desenvolvedores destacam que, ao contrário de IAs que já superaram humanos em ambientes simulados como xadrez e Go, esportes físicos em tempo real apresentam desafios adicionais por envolverem interações rápidas e imprevisíveis perto de obstáculos e no limite do tempo de reação humana.
Dürr afirmou que as técnicas empregadas no Ace têm potencial aplicação em setores como indústria, serviços, esportes, entretenimento e áreas que exigem segurança, por conta da necessidade de respostas rápidas e interação com pessoas.
Atletas que enfrentaram o robô também comentaram sobre a experiência. Mayuka Taira, profissional que perdeu uma partida para o Ace em dezembro, disse que o robô é “muito difícil de prever e não demonstra nenhuma emoção”, o que complica a leitura de seus pontos fracos. Rui Takenaka, jogador de elite que venceu e perdeu contra o Ace, observou que saques com giros complexos eram devolvidos com a mesma complexidade, enquanto saques simples geravam devoluções mais previsíveis que facilitaram ataques humanos.
Empresas de vários países seguem avançando em tecnologias similares; por exemplo, no domingo (19) robôs superaram atletas em uma meia-maratona em Pequim, segundo relatos. O Ace representa um avanço na capacidade de máquinas atuarem em atividades físicas que demandam alta cadência de percepção e ação.
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