Rio antecipa Plano Verão com Super El Niño a 81% de chance

Claudio Vasconcelos
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A Prefeitura do Rio age antes do tempo: o Plano Verão foi antecipado diante da ameaça climática. Fenômeno pode chegar com força total entre outubro e dezembro.

Com a possibilidade do fenômeno climático El Niño ganhar força entre outubro e dezembro deste ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (20) medidas de prevenção, monitoramento e resposta do município. Esta ação se baseia no Plano Verão, que é implementado anualmente para minimizar os efeitos do verão, mas que será antecipado neste ano.

Segundo estimativas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o super El Niño possui até 81% de probabilidade de ocorrer entre outubro e dezembro de 2026 e 97% de chance de persistir até o início da primavera de 2027.

O fenômeno El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No Brasil, suas consequências incluem chuvas mais intensas no Sul e períodos de seca no Norte e Nordeste. No Rio de Janeiro, a principal preocupação é com temperaturas acima da média e mudanças no regime de precipitações.

Mais de 50 órgãos e entidades municipais atuarão de forma integrada, com monitoramento em tempo real, para lidar com os possíveis efeitos do El Niño. Entre as ações estão investimentos em infraestrutura, prevenção de alagamentos, contenção de encostas, ampliação de áreas verdes e medidas de combate ao calor extremo.

“A partir de uma estratégia única dos órgãos e dirigentes municipais, a gente consegue, em muitos casos, reduzir os efeitos, minimizar os impactos. Mas isso não significa que a cidade vai deixar de viver momentos extremos com a chuva. Somos uma cidade de clima tropical úmido, com chuvas intensas, com calor intenso e, mais do que isso, chove em momentos concentrados”, afirmou o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.

O planejamento da prefeitura reúne informações meteorológicas e indicadores de saúde, visando orientar as ações do poder público. A prioridade é proteger os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas em situação de rua.

O município mantém um sistema de classificação de risco para ondas de calor, que é dividido em cinco níveis. Essa classificação considera o índice de calor, que é calculado a partir da combinação entre temperatura e umidade do ar, além da duração dessas condições climáticas. A cidade também conta com o Cell Broadcast, uma tecnologia que permite o envio de alertas de emergência diretamente para celulares localizados em regiões sob risco.

Além disso, a prefeitura implementou uma série de ações para reduzir o calor, como o programa Refloresta Rio, que já plantou quase 11 milhões de mudas, e o Planta+Rio, que tem como meta plantar mais de 200 mil mudas até 2028, as quais podem ser solicitadas pela população através da Central 1746.

A preparação do Rio também inclui obras estruturantes voltadas para a prevenção de enchentes, alagamentos e deslizamentos. Na área de contenção de encostas, a cidade mantém obras em andamento com investimentos de R$ 258 milhões, beneficiando cerca de 60 mil pessoas.

Desde 2021, a prefeitura realizou obras de requalificação urbana que impactaram mais de 75 localidades nas zonas Norte e Oeste da capital fluminense, com investimentos superiores a R$ 1 bilhão.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.