Quatro fones open-ear são testados: preços vão de R$ 200 a R$ 1.000

William Kevim
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Uma avaliação realizada pelo Guia de Compras do g1 comparou quatro modelos de fones open-ear – dispositivos que não bloqueiam totalmente o canal auditivo e permitem ao usuário ouvir o ambiente. Foram analisados Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense, Motorola Buds Loop e Philips TAQ2000, todos enviados às redações por empréstimo e posteriormente devolvidos aos fabricantes.

Como funcionam os fones open-ear

Nesse tipo de produto, o alto-falante fica apoiado próximo à orelha, direcionando o som sem obstruir a audição externa. O formato aumenta a percepção de ruídos ao redor, algo útil em escritórios ou em casa, embora o som da rua possa esconder músicas ou podcasts. Além disso, a ausência de ponteiras de silicone reduz incômodos e acúmulo de cera.

Modelos avaliados

Huawei FreeClip 2

É o mais caro do teste, encontrado a cerca de R$ 1.000 no início de março. O encaixe em “C” causa leve pressão em alguns ângulos, mas não escorrega. Oferece áudio equilibrado, bom em gêneros que vão da música clássica ao sertanejo. O app Huawei AI Life (Android e iOS) permite equalização, toques personalizados e comandos por movimentos de cabeça. A carga rende até 9 h de uso, com mais 29 h no estojo – a maior autonomia entre os comparados. Guardar os fones, contudo, exige adaptação por causa do design da caixa.

JBL Soundgear Sense

Voltado a atividades físicas, custa em torno de R$ 800. Em vez do aro em “C”, utiliza gancho atrás da orelha e acompanha arco plástico que passa pela nuca para evitar quedas. Reproduz muitos detalhes das faixas e reforça graves sem exagero. O aplicativo JBL Headphones (Android e iOS) inclui equalizador e controle de gestos. A bateria suporta até 6 h, com mais 18 h no estojo, que é volumoso para bolsos.

Motorola Buds Loop

À venda por R$ 900 na versão padrão ou R$ 1.400 com cristais Swarovski, apresenta encaixe fácil e sem pressão. O som, desenvolvido em parceria com a Bose, tem volume ligeiramente superior ao dos concorrentes. O app Moto Buds (exclusivo para Android) traz controles básicos e um recurso de gravação e transcrição de conversas via inteligência artificial; nos testes, a função operou apenas uma vez antes de travar. A autonomia divulgada é de 8 h, acrescidas de 29 h no estojo.

Philips TAQ2000

Opção mais acessível, custava R$ 200 em março. A estrutura em “C” aperta um pouco inicialmente, mas o preço faz do modelo o melhor em custo-benefício. O perfil de som é neutro, adequado a tarefas de escritório, embora fique abaixo dos rivais em riqueza de detalhes. O aplicativo Philips Fone de Ouvido (Android e iOS) surpreende ao oferecer sons da natureza e ruído branco para concentração ou relaxamento. Bateria declarada: 7 h nos fones e 21 h adicionais no estojo.

Principais conclusões do teste

Todos os dispositivos perdem em isolamento acústico, mas permitem acompanhar o ambiente, característica que aumenta a segurança em locais fechados. Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense e Motorola Buds Loop entregam áudio de alta qualidade, enquanto o Philips TAQ2000 se destaca pelo valor reduzido sem comprometer a usabilidade. A escolha depende do orçamento e das preferências de encaixe, conforto e autonomia.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.