Manifestantes em São Paulo cobram libertação de ativistas detidos por Israel e reação mais firme do governo brasileiro

Robson Alves
2 Min Leitura

Milhares de pessoas marcharam neste domingo (data não informada) da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, em defesa dos 461 ativistas da Flotilha Global Sumud presos por Israel na última quarta-feira. Entre eles, 11 são brasileiros.

O grupo, formado por representantes de partidos, sindicatos, entidades estudantis e cidadãos de origem árabe, acusou Israel de uso excessivo de força na interceptação das cerca de 50 embarcações que levavam alimentos e remédios à Faixa de Gaza.

Exigências ao governo brasileiro

Com faixas e palavras de ordem, os manifestantes pediram que o Palácio do Planalto adote medidas diplomáticas e comerciais mais duras. “Trazemos a exigência de que o governo Lula rompa relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel”, afirmou o jornalista Bernardo Cerdeira, 70 anos.

Para o Itamaraty, a ação israelense viola o direito internacional de liberdade de navegação e caracteriza “detenção ilegal de ativistas pacíficos”. Em nota divulgada na quinta-feira (2), o ministério cobrou a libertação imediata dos brasileiros e responsabilizou Israel pela integridade física dos detidos.

Denúncias de violência

Testemunhas relatam agressões durante a abordagem, incluindo suposto espancamento da ativista norueguesa Greta Thunberg. “Israel cometeu outro crime e deve ser julgado”, disse o comerciante Ziad Saifi, 51 anos, que participou do ato na capital paulista.

Flotilha Global Sumud

A flotilha zarpou com a missão de aliviar o bloqueio naval imposto a Gaza, agravado por falta de alimentos, medicamentos e condições sanitárias. Todas as embarcações foram paradas ainda em águas internacionais pela marinha e pela força aérea israelenses.

Vozes da manifestação

Entre cartazes que associavam o bloqueio a um “apartheid” e pedidos de “Palestina livre do rio ao mar”, jovens como Sol, 19 anos, destacaram a solidariedade anticolonial. Já a professora aposentada Marta da Silva Mendes, 68 anos, reforçou a necessidade de “defender ativistas e vítimas do genocídio”.

O ato terminou de forma pacífica na Praça Roosevelt, sem registro de incidentes.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.