Uma operação da PRF na BR-101 flagrou transporte ilegal de barbatanas de tubarão e bexigas natatórias em Cristinápolis. A carga, avaliada em R$ 147 mil, foi descoberta durante a Operação Festejos Juninos.
Na noite da última segunda-feira, 15 de junho de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 1,6 tonelada de barbatanas de tubarão e bexigas natatórias na BR-101, em Cristinápolis, no sul de Sergipe. A carga, avaliada em R$ 147 mil, estava sendo transportada de forma irregular em um furgão.
A apreensão ocorreu durante as ações de policiamento da Operação Festejos Juninos. Os agentes da PRF deram ordem de parada ao motorista do veículo e, durante a fiscalização, encontraram diversos sacos de lona que continham o material de pescado.
De acordo com informações da PRF, foram apreendidos 1.450 quilos de barbatanas de tubarão e 200 quilos de bexigas natatórias. Essas bexigas desempenham um papel importante na flutuabilidade dos peixes, e a carga foi avaliada em cerca de R$ 147 mil. Diante da suspeita de que a atividade configurava crime ambiental, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi acionado para tomar as medidas necessárias e recolher a carga.
Os agentes relataram que o material estava sendo transportado em condições inadequadas e será destinado à incineração. A comercialização de barbatanas de tubarão é um tema que gera fiscalização em várias partes do mundo, devido à alta demanda no mercado internacional. Esse produto é bastante utilizado na culinária asiática e pode alcançar valores elevados no comércio.
As bexigas natatórias também têm seu uso em diferentes setores, como na produção de alimentos, cosméticos e produtos farmacêuticos. Conforme informações da Receita Federal, o preço por quilo desse material pode chegar a três mil dólares no mercado global.
A ocorrência ficou sob a responsabilidade do Ibama, que irá investigar as responsabilidades e tomar as medidas previstas na legislação ambiental. Além disso, os ocupantes do veículo foram autuados em R$ 56 mil por transporte e comercialização de pescado sem a devida comprovação de origem e autorização, além de divergências nas informações da nota fiscal da carga, segundo a PRF.
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