Após o período de festejos juninos, a tradição do forró e da cultura popular nordestina continua sendo celebrada nas unidades do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Com esse intuito, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura (Secult), promoveu, na tarde da última terça-feira, 21, uma roda de conversa sobre a importância do forró na preservação da memória e da identidade cultural sergipana.
A atividade ocorreu no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) João de Oliveira Sobral, localizado no bairro Santos Dumont, logo após a aula semanal de capoeira oferecida pela unidade. Cerca de 20 pessoas, incluindo integrantes dos grupos de convivência, servidores e moradores da comunidade, participaram do encontro, que foi conduzido pelo secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa.
Durante a conversa, foram abordadas as origens do forró, sua relevância para a cultura nordestina, o legado de Luiz Gonzaga e o papel das festas juninas na preservação das tradições populares.
“Ficamos muito felizes em participar dessa roda de conversa e conhecer de perto o trabalho desenvolvido aqui no Cras. Tivemos uma participação muito especial da comunidade e pudemos conversar sobre a tradição dos festejos juninos, a importância do forró para a nossa cultura e o legado de Luiz Gonzaga, grande referência da música nordestina”, destacou o secretário.
A iniciativa foi organizada pela educadora social da unidade, Lécia Maria Lima Santos, como parte das atividades socioculturais que foram desenvolvidas durante o ciclo junino. Segundo ela, a proposta surgiu da necessidade de manter vivas as tradições regionais ao longo do ano.
“Convidei o secretário porque ele é historiador e tem um profundo conhecimento sobre a importância do forró para o Nordeste. Trabalhamos todas as expressões das festas juninas aqui no Cras e, por fazermos parte dessa cultura, continuamos valorizando essas tradições mesmo depois do mês de junho”, explicou.
Além de discutir a história do forró e da música regional, a roda de conversa despertou lembranças afetivas entre os participantes, que compartilharam histórias sobre antigos arraiais, festas populares e experiências marcantes vividas ao longo da vida.
“Eu quase não consegui vir por causa de consultas médicas, mas fiz questão de remarcar para participar. Foi uma tarde maravilhosa ao lado da professora Lécia e das minhas amigas aqui do Cras”, contou Nilceia Menezes Souza, uma das participantes.
A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Aracaju para fortalecer os vínculos comunitários, promover o envelhecimento ativo e valorizar o patrimônio cultural nordestino por meio das atividades realizadas nos equipamentos da assistência social.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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