A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está intensificando as orientações para prevenir acidentes com animais peçonhentos e conscientizar a população sobre os cuidados necessários para evitar a presença desses animais nas residências.
As ações são desenvolvidas pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), que atua de forma permanente no monitoramento e prevenção, além de orientar a população e acolher as demandas relacionadas ao aparecimento desses animais. O objetivo é reduzir os riscos de acidentes, especialmente com escorpiões.
Entre janeiro e julho de 2026, a capital sergipana registrou 423 notificações de acidentes por animais peçonhentos. Em 2025, foram contabilizados 953 casos, e em 2024, 1.193 notificações, evidenciando que os acidentes continuam sendo uma importante demanda de saúde pública e reforçando a necessidade de manter as medidas preventivas ao longo de todo o ano.
Os acidentes envolvendo escorpiões representam a maior parte dessas ocorrências. Entre 2024 e julho de 2026, foram registradas 2.302 notificações por picadas de escorpiões, sendo 371 apenas nos sete primeiros meses deste ano.
A principal forma de prevenção está na eliminação de possíveis abrigos e fontes de alimento desses animais. Manter quintais limpos, descartar o lixo corretamente, evitar o acúmulo de entulhos, madeira, tijolos e materiais de construção, além de vedar ralos, caixas de gordura e bocas de lobo, são medidas que reduzem significativamente o risco de acidentes.
“O escorpião não se alimenta do lixo, mas procura locais onde há baratas, que se alimentam dos restos descartados de forma incorreta. É assim que o risco chega até as residências. Orientamos que toda matéria orgânica seja colocada em sacos plásticos bem fechados, evitando atrair pragas. É um cuidado que faz toda a diferença para proteger quem mora na região”, destacou José Bonfim Oliveira, supervisor de endemias da UVZ.
Bonfim também explica que os escorpiões costumam permanecer escondidos em locais escuros e pouco movimentados, como gavetas, caixas, calçados, sob colchões e entre objetos armazenados. “A picada acontece de forma acidental, por isso é importante sempre verificar calçados, roupas e objetos antes de utilizá-los, além de redobrar os cuidados com as crianças, que podem tocar em locais onde esses animais estejam escondidos”, alertou.
A SMS também orienta que o uso de inseticidas não é indicado para o controle de escorpiões, pois, além de apresentar baixa eficácia, pode dispersar os animais e aumentar o risco de acidentes. “A estratégia mais eficiente permanece sendo a eliminação de abrigos e das condições que favorecem sua permanência”, endossou José Bonfim.
Em caso de acidente com qualquer animal peçonhento, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento. O Hospital Fernando Franco, no Conjunto Augusto Franco, ou o Hospital Dr. Nestor Piva, no bairro 18 do Forte, são as principais referências. Levar uma foto ou o próprio exemplar do escorpião para identificar a espécie pode ajudar no tratamento com o soro antiescorpiônico.
Além das ações de orientação e monitoramento, a Unidade de Vigilância de Zoonoses atua no acolhimento das demandas encaminhadas pela população, realizando avaliação técnica e adotando as medidas cabíveis em cada situação. O aparecimento de escorpiões ou outros animais peçonhentos pode ser comunicado ao serviço por meio da Ouvidoria da Saúde, pelos telefones 0800 729 3534 (opção 2) ou (79) 3711-5011.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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