Uma tragédia abalou os setores de segurança pública do Nordeste na madrugada do dia 20 de maio. O policial civil sergipano Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e o agente Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco, foram mortos a tiros por um colega de farda dentro de uma viatura oficial no estado de Alagoas, onde ambos estavam lotados.
Informações preliminares da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) apontam que os três policiais civis retornavam de uma missão institucional em uma viatura descaracterizada. Durante o trajeto, o autor dos disparos, que fazia parte da mesma equipe, abriu fogo contra Yago e Denivaldo. O atirador foi imediatamente contido e preso em flagrante pelas forças de segurança alagoanas. Até o momento, a motivação do crime permanece desconhecida.
Yago Gomes Pereira, filho de Sergipe, havia se juntado à Polícia Civil de Alagoas em 26 de setembro de 2023 e exercia suas funções de forma dedicada. Já Denivaldo Jardel, a outra vítima, contava com mais tempo de serviço e era natural do estado vizinho de Pernambuco. A perda desses profissionais gerou um clima de luto e consternação entre os colegas de trabalho.
A Polícia Civil de Sergipe divulgou uma nota oficial expressando seu profundo pesar pela tragédia, prestando solidariedade aos familiares e amigos dos policiais: “A instituição sergipana se solidariza com a Polícia Civil de Alagoas, amigos e familiares das vítimas, especialmente com os familiares do policial Yago Gomes Pereira, filho de Sergipe, que honrou a segurança pública com dedicação, coragem e espírito de missão.”
Os corpos dos agentes foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Alagoas assumiu a investigação, que foi aberta com prioridade máxima, a fim de esclarecer toda a dinâmica e as circunstâncias que levaram a esse crime brutal.
A comunidade policial e a sociedade civil aguardam informações que possam elucidar esse caso trágico e que chocou tantas pessoas. A morte de Yago e Denivaldo deixa um vazio nas instituições e reforça a importância de se discutir a segurança e a saúde mental dos profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública.
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