Policial penal é denunciado pelo MPSE por feminicídio em hotel de Aracaju

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O Ministério Público de Sergipe (MPSE) apresentou denúncia contra o policial penal Thiago Sóstenes Miranda de Matos, 35 anos, pelo homicídio da empresária Flávia Barros dos Santos, 38, em um hotel localizado na zona sul de Aracaju. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 9, pelos advogados que representam a família da vítima.

Segundo a peça acusatória, o crime foi tipificado como feminicídio qualificado, com agravantes, entre eles o emprego de arma de fogo de uso restrito. O MPSE ressaltou a gravidade da conduta, apontando que a utilização de arma dificulta a defesa da vítima, e registrou a motivação torpe atribuída ao autor, vinculada a ciúme excessivo e sentimento de posse.

O ataque aconteceu na madrugada do dia 22 de março. Conforme a investigação, o policial penal teria entrado no quarto onde Flávia estava hospedada e efetuado vários disparos de curta distância enquanto a vítima repousava. Após cometer os tiros, o suspeito tentou tirar a própria vida; foi socorrido e levado a um hospital.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já havia indiciado Thiago por feminicídio com base em depoimentos, imagens e laudos periciais do Instituto de Criminalística. Após receber alta hospitalar, o acusado passou a cumprir prisão no Presídio Militar de Sergipe (Presmil). Thiago também foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso.

A prisão do denunciado foi mantida pela Justiça na audiência de custódia realizada no último dia 26, na 5ª Vara Criminal de Aracaju. De acordo com a defesa, Thiago optou por permanecer em silêncio durante a oitiva. Também houve requerimento para que retornasse ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), pedido que foi indeferido.

Os procuradores que acompanham o caso e os advogados da família informaram que acompanharão todas as fases do processo, incluindo a produção de novas provas periciais, como exames balísticos e a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos. A expectativa é que o processo seja submetido ao Tribunal do Júri.

Flávia era empresária, com grande presença nas redes sociais, e residia em Paulo Afonso, no norte da Bahia. O crime teve ampla repercussão nacional e segue sob investigação pelas autoridades competentes.

Com informações de Infonet

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