Policiais civis de Sergipe descartam greve no Carnaval de 2026, mas planejam série de atos por reajuste salarial

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Oficiais investigadores da Polícia Civil de Sergipe decidiram que não irão interromper as atividades durante o Carnaval de 2026, mas organizarão mobilizações para pressionar o governo estadual por melhorias na remuneração da categoria. A deliberação ocorreu em assembleia geral realizada na manhã de quarta-feira, 11, na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), em Aracaju.

Na reunião, os participantes optaram por manter a assembleia aberta, permitindo novas decisões a qualquer momento. Também foi aprovada uma agenda imediata de manifestações. A primeira ocorre nesta quinta-feira, 12, com concentração marcada para as 6h30. Na sexta-feira, 13, os policiais promovem ato público em frente ao Palácio de Despachos, sede do Executivo estadual, a partir das 8h.

Após o período de folia, está prevista outra mobilização: na quinta-feira, 19, uma passeata sairá às 8h da Secretaria de Segurança Pública (SSP) em direção ao Palácio de Despachos. Paralelamente, será lançada campanha publicitária defendendo a valorização financeira dos investigadores, destacando os índices positivos de segurança pública obtidos no estado.

Segundo o presidente do Sinpol, Jean Rezende, o principal foco das reivindicações é a defasagem salarial. Ele lembra que Sergipe ocupa hoje a 25ª posição no ranking de remuneração dos investigadores, embora, no governo do ex-governador Marcelo Déda (PT), tenha figurado no topo da lista. “Sergipe é reconhecido como o estado mais seguro do Nordeste graças ao trabalho de excelência desenvolvido pela categoria, mas não há reconhecimento compatível”, afirmou.

Rezende acrescentou que existe um sentimento de frustração acumulado ao longo dos últimos três anos, período em que o sindicato tentou abrir diálogo com a gestão estadual. De acordo com o dirigente, o governador Fábio Mitidieri chegou a prometer, ainda em janeiro, uma reunião com representantes da classe, mas o compromisso não se concretizou. “A ausência desse encontro foi interpretada como sinal de desprestígio”, destacou.

assembleia sinpol 3

Imagem: Divulgação

Para o presidente do Sinpol, a manutenção de índices de segurança elevados impulsiona a economia local, incentiva o turismo e favorece a atração de investimentos. Ele argumenta que, além de equipamentos, veículos e tecnologia, o investimento prioritário deve recair sobre os profissionais que compõem a força de segurança. “Já ocupamos o primeiro lugar no ranking nacional; hoje estamos em 25º. Queremos recuperar um patamar condizente com o serviço prestado”, concluiu.

Com informações de Jornaldodiase

Compartilhe essa Notícia
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.