PL em Sergipe: Ricardo Marques virou candidato de segunda linha?

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A declaração do presidente estadual do PL, deputado federal Rodrigo Valadares, caiu como uma bomba no cenário político sergipano.

Ao afirmar publicamente que a “prioridade absoluta” do PL em Sergipe é conquistar cadeiras no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, Rodrigo colocou em segundo plano justamente a candidatura de Ricardo Marques ao Governo do Estado.

E a pergunta é inevitável: se Ricardo Marques não é prioridade para o próprio partido, quem será?

A declaração ganha ainda mais peso diante dos recentes movimentos dentro da própria chapa. Nos bastidores, circula a informação de que a saída da vereadora Pastora Salete da composição com Ricardo Marques teria sido motivada, entre outros fatores, pela insatisfação com a posição assumida por Rodrigo Valadares.

Segundo informações de bastidores, Salete teria ficado profundamente chateada ao perceber que a candidatura majoritária não estaria sendo tratada como prioridade pelo comando do partido, o que teria contribuído para sua decisão de deixar a chapa.

Se confirmada, a informação revela que a declaração de Rodrigo não foi apenas um discurso político: ela pode ter produzido consequências concretas dentro da própria composição eleitoral do PL.

E o episódio levanta uma questão ainda mais delicada: há uma estratégia do PL para disputar efetivamente o Governo de Sergipe ou o foco da legenda está concentrado nas eleições proporcionais?

Enquanto isso, Ricardo Marques se vê diante de uma situação politicamente desconfortável: ser apresentado como pré-candidato ao Governo, mas ouvir do próprio presidente estadual do partido que essa candidatura não está entre as prioridades da legenda.

Em política, não basta ter o nome na chapa. É preciso ter o partido, a estrutura e, principalmente, o respaldo da direção.

E agora fica a pergunta que ecoa nos bastidores:

Ricardo Marques é realmente o projeto do PL para o Governo de Sergipe ou sua candidatura virou moeda de negociação no grande jogo eleitoral de 2026?

A saída de Pastora Salete pode ter sido apenas o primeiro sinal de que há muito mais acontecendo nos bastidores do PL sergipano do que aquilo que aparece nos palanques.

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