Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve sua segunda proposta de delação premiada recusada pela PF. Investigadores rejeitaram os novos depoimentos por falta de provas inéditas e já pedem mudança de custódia.
A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A corporação comunicou oficialmente a recusa ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, além da equipe de defesa do dono do Banco Master.
Os investigadores avaliaram que os novos anexos e depoimentos oferecidos pelo empresário não trouxeram fatos inéditos ou provas substanciais que justificassem a aceitação do acordo.
Com a recusa do acordo de delação, a Polícia Federal sugeriu ao ministro André Mendonça a transferência imediata de Vorcaro de volta para um presídio comum.
A Procuradoria-Geral da República, que também está em negociação com a defesa de Vorcaro, ainda não deu uma resposta formal sobre o caso.
A defesa de Daniel Vorcaro reformulou as minutas do acordo após uma troca na equipe de advogados que ocorreu no mês de maio. Eles argumentam que os relatos reúnem elementos consistentes que justificariam a delação.
A nova versão do acordo alterou anexos políticos e passou a classificar repasses financeiros ao senador Ciro Nogueira como pagamento de propina, o que pode impactar a investigação.
O executivo recebeu autorização judicial para permanecer detido em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília enquanto negociava o acordo de delação.
Daniel Vorcaro cumpre prisão preventiva desde março, sob a acusação de chefiar uma organização criminosa envolvida em fraudes financeiras bilionárias.
O esquema investigado lesou fundos de previdência estaduais e gerou um rombo estimado em R$50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos.
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