A Polícia Federal (PF) já trabalha para descobrir quem está por trás da divulgação de informações falsas sobre programas sociais do governo federal. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo o titular da pasta, mensagens que circulam nas redes sociais e em aplicativos de troca de mensagens afirmam, sem qualquer respaldo oficial, que o Bolsa Família sofrerá mudanças de regras ou ganhará novas condicionalidades. Entre os boatos está a alegação de que o benefício continuaria a ser pago apenas a famílias que comprovem ter filhos. “Isso é mentira”, enfatizou Dias, acrescentando que nenhum dispositivo estimula a natalidade como requisito para manter o benefício.
O ministro classificou a prática de espalhar tais boatos como criminosa e apontou riscos concretos para quem depende da transferência de renda. Ele citou o caso hipotético de “dona Maria, de 70 anos”, que poderia acreditar que ficaria sem renda por não ter filhos. “Uma notícia falsa como essa pode até causar um problema de saúde em alguém”, alertou.
Para coibir o problema, a rede federal de fiscalização dos programas sociais foi acionada assim que o governo tomou conhecimento dos boatos. Essa estrutura, de acordo com Dias, conta com a participação direta da PF, que conduz as investigações sob sigilo. “Doa a quem doer, vamos chegar aos responsáveis”, afirmou o ministro, estimando que os primeiros resultados saiam em breve.
Canal de denúncias
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) reforça que qualquer cidadão pode denunciar irregularidades por meio do Disque Social 121. A ligação é gratuita, pode ser feita de qualquer telefone e contribui para localizar os autores das falsidades ou abusos contra beneficiários.
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Gás do Povo sob suspeita
Durante o programa, uma emissora de rádio de Alagoas relatou que beneficiários do Gás do Povo estariam pagando taxas de até R$ 30 para receber o auxílio. Ao comentar a denúncia ao vivo, Wellington Dias pediu que as vítimas também procurem o 121 e prometeu acionar imediatamente a fiscalização para verificar o caso no estado.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro reforçou que, sem registros formais, o governo não consegue atuar com rapidez contra golpistas. “Sem denúncia, não temos o que fazer. O 121 existe para isso”, declarou.
O inquérito da Polícia Federal continua em andamento, e o ministério aguarda os desdobramentos para, se necessário, adotar medidas adicionais de proteção aos beneficiários dos programas sociais.
Com informações de Agência Brasil
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