Manifestações tomaram as ruas em ao menos 15 estados nesta terça para pressionar o Senado. Amanhã, parlamentares realizam sessão temática com sindicatos e empresários sobre a proposta.
Na terça-feira, 30 de junho, manifestações ocorrem em pelo menos 15 estados do Brasil, em apoio à PEC 6×1. Os protestos visam aumentar a pressão sobre o Senado, que se reunirá na quarta-feira, 1º de julho, para uma sessão temática dedicada ao tema. Durante essa sessão, sindicatos, categorias, empresários e representantes de diversos setores terão a oportunidade de se manifestar.
Atualmente, a PEC 6×1 está paralisada, aguardando seu envio para a Comissão de Constituição e Justiça. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados realiza uma reunião de líderes para definir as prioridades da semana, incluindo um projeto que propõe o aumento do teto dos microempreendedores individuais.
O projeto, que foi encaminhado pelo governo na segunda-feira, sugere que o teto atual de R$ 81 mil seja elevado para R$ 110 mil no próximo ano e R$ 140 mil em 2028. Essa proposta ainda será analisada por uma comissão especial e está sendo discutida paralelamente à PEC 6×1 na Câmara.
O governo tem ressaltado que não é contra os pisos salariais e aposentadorias, mas a preocupação é com o impacto financeiro dessas propostas.
No Senado, enquanto a PEC 6×1 permanece sem avanços, as votações de pautas consideradas “bombas” têm avançado. Durante a sessão de hoje, será discutido um projeto que concede aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A proposta prevê aposentadoria aos 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com 25 anos de contribuição e exercício na função.
Entretanto, o governo adverte que o impacto financeiro da soma de pelo menos nove pautas-bomba em tramitação pode chegar a R$ 111 bilhões, conforme estimativas do Ministério da Fazenda. A situação continua a gerar debates acalorados entre os parlamentares, refletindo a complexidade das questões fiscais e sociais que estão em jogo.
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