PCDF mira grupo que compartilhou manuais de explosivos para eleição

Rafael Ramos
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Operação apura suspeita de mobilização violenta em Brasília durante o pleito de 2026. Investigadores encontraram mensagens com referências à capital federal e orientações para fabricar artefatos.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida, visando investigar um grupo suspeito de discutir ações violentas no contexto das eleições de 2026.

De acordo com a PCDF, os investigados compartilhavam manuais que ensinavam a fabricação de explosivos. As comunicações analisadas durante as investigações revelaram frequentes referências a Brasília, que seria o destino de uma mobilização planejada para o período eleitoral.

Entre os elementos identificados pela investigação está o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos.

Além disso, os membros do grupo discutiam invasões de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central da capital federal.

A operação concentrou-se em oito investigados, com idades variando de 19 a 31 anos, que estão localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Com o apoio de investigadores desses estados, as diligências têm como objetivo esclarecer o grau de organização do grupo e o estágio das ações discutidas pelos envolvidos.

Medidas cautelares foram adotadas para preservar provas digitais e materiais, apreender dispositivos eletrônicos, identificar possíveis conexões ainda desconhecidas e reunir outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

O inquérito investiga, em tese, crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso, além de delitos previstos na legislação antirracismo.

A PCDF esclareceu que, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo, mas as investigações continuam para apurar autoria, materialidade e circunstâncias de possíveis infrações penais.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.