Cidade do Vaticano – O papa Leão 14 afirmou neste domingo (data não informada na matéria original) que a morte e o sofrimento provocados pela guerra no Oriente Médio representam “um escândalo para toda a família humana”. O pontífice norte-americano, primeiro de seu país a liderar a Igreja Católica, voltou a apelar por um cessar-fogo imediato entre Estados Unidos, Israel e Irã, cujos confrontos chegaram à quarta semana.
Falando da janela do Palácio Apostólico para milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Leão 14 disse acompanhar “com consternação” não apenas o conflito mais recente na região, mas também outras crises armadas espalhadas pelo mundo. “Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, as vítimas indefesas desses conflitos. O que as fere fere toda a humanidade”, declarou durante a oração dominical do Angelus.
O pontífice insistiu para que a comunidade internacional intensifique esforços diplomáticos capazes de interromper a cadeia de violência. “Renovo veementemente meu apelo para que perseveremos em oração, para que as hostilidades cessem e o caminho seja finalmente pavimentado para a paz”, reforçou.
A guerra atualmente envolve forças norte-americanas e israelenses contra o Irã, numa escalada que já resultou em bombardeios aéreos, ataques com mísseis e denúncias de violações do direito humanitário. Embora o Vaticano não tenha divulgado números oficiais de vítimas, organizações humanitárias relatam centenas de mortos e milhares de deslocados na região.
Além da condenação moral ao conflito, o papa recordou outros cenários de violência citados em dias anteriores, como a situação de civis no Líbano, na Ucrânia e na Faixa de Gaza. Para o líder católico, a indiferença diante do sofrimento alheio agrava ainda mais a crise. “Que cada um se pergunte o que pode fazer pela paz, começando pela própria casa, pelo próprio coração”, disse.
Embora não tenha apresentado propostas concretas além do cessar-fogo, Leão 14 tem recorrido reiteradamente a apelos públicos e encontros diplomáticos desde o início da ofensiva. O Vaticano informou que acompanha de perto as tratativas promovidas por organismos multilaterais para reduzir a tensão na região.
No encerramento da oração, o pontífice convidou os presentes a rezar em silêncio pelas vítimas e pediu que líderes governamentais “abandonem a lógica das armas” em favor do diálogo. A multidão respondeu com aplausos, enquanto sinos da Basílica de São Pedro tocaram em sinal de apoio ao chamado à paz.
Com informações de Agência Brasil
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