Um trabalhador de 57 anos que controlava o sistema “pare e siga” em uma intervenção na rodovia SE-170 morreu após ser atropelado na tarde de sexta-feira, 13 de março. O acidente ocorreu por volta das 17h, na cabeceira da ponte sobre o rio Vaza Barris, trecho que faz divisa entre Lagarto e São Domingos, no centro-sul de Sergipe.
Como tudo aconteceu
Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), a pista estava em meia pista devido a obras executadas por uma empresa de engenharia. No momento do acidente, o fluxo era controlado por dois funcionários do canteiro, responsáveis por liberar alternadamente os veículos nos dois sentidos.
Testemunhas relataram à equipe policial que um Fiat Doblò com reboque e uma picape Volkswagen Saveiro aguardavam a liberação do tráfego em fila. Assim que receberam sinal verde para seguir rumo a São Domingos, os dois automóveis começaram a avançar. Logo atrás, um caminhão Mercedes-Benz Atron se aproximou e, ainda de acordo com a polícia, não conseguiu parar a tempo.
O caminhão atingiu a traseira do reboque acoplado ao Doblò, empurrando-o contra o próprio carro e desencadeando uma sequência de colisões. Todos os veículos foram arrastados por cerca de 100 metros até que a carreta bateu na mureta de proteção da ponte, tombou e despencou na ribanceira abaixo da estrutura.
Vítimas
Durante a cadeia de impactos, os dois operadores que estavam à margem da rodovia foram atingidos. O controlador de 57 anos recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância. O outro funcionário, cuja idade não foi divulgada, sofreu lesões e foi encaminhado a um hospital da região; seu estado de saúde não foi informado.
Condutores submetidos ao etilômetro
Os motoristas do caminhão, do Doblò e da Saveiro, de 45, 33 e 36 anos respectivamente, passaram pelo teste do bafômetro no local. Conforme o BPRv, todas as amostras deram resultado negativo para ingestão de álcool.
Após a perícia inicial, os carros de passeio foram liberados aos proprietários. O caminhão permaneceu na área do acidente pela dificuldade em removê-lo depois do capotamento. Durante o atendimento, policiais rodoviários assumiram o controle do “pare e siga” para evitar novos riscos aos usuários da via.
As causas exatas da colisão serão apuradas em inquérito instaurado pela autoridade de trânsito competente.
Com informações de Infonet
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