BRASIL — Um júri federal rejeitou nesta segunda-feira (19) a ação apresentada por Elon Musk contra a OpenAI, decisão que favorece a empresa e seu presidente-executivo Sam Altman, mas expôs críticas e dúvidas sobre a conduta do executivo durante o julgamento.
- O júri considerou que Musk demorou para entrar com a ação; o veredito é de difícil reversão.
- A rejeição do processo abre caminho para uma oferta pública inicial (IPO) da OpenAI.
- Depoimentos de ex-colegas qualificaram Altman como “pouco confiável” e trouxeram documentos sobre investimentos pessoais relacionados à empresa.
- O processo ameaçava exigir cerca de US$ 150 bilhões da OpenAI e afetar liderança da companhia; há referência a um possível IPO de até US$ 1 trilhão.
Decisão do júri e consequências
Os jurados chegaram ao veredito em menos de duas horas, focando no momento em que Musk apresentou a ação. Com a rejeição do pedido, a maior ameaça legal a um IPO da OpenAI foi eliminada, segundo especialistas ouvidos durante a cobertura do julgamento.
“Este veredito elimina a maior ameaça legal a uma oferta pública inicial.” — James Rubinowitz, advogado de litígios e especialista em IA
Depoimentos que marcaram o julgamento
Ao longo dos depoimentos, vários ex-colegas e associados qualificaram Altman como um líder pouco confiável. Durante o interrogatório, o advogado de Musk citou declarações de oito testemunhas que disseram que Altman teria enganado ou mentido para outras pessoas.
“Acredito ser um empresário honesto e confiável.” — Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI
“Em todas as minhas experiências diretas com ele, sinto que ele foi honesto comigo.” — Joshua Achiam, funcionário da OpenAI
“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em questão neste caso. Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.” — Steven Molo, advogado de Musk
Dúvidas sobre governança e conflitos
Grande parte das provas apresentadas no julgamento incluiu documentos que mostravam que Altman detinha bilhões de dólares investidos em empresas com relações comerciais com a OpenAI, levantando questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse. Altman afirmou que normalmente se declarava impedido em situações de conflito e que não acreditava ter enganado parceiros comerciais.
O conselho da OpenAI chegou a destituir Altman em 2023 por dúvidas sobre sua liderança, mas o reintegrou menos de uma semana depois, após grande parte da empresa ameaçar deixar a companhia. Bret Taylor, presidente do conselho desde o fim de 2023, disse que Altman havia sido transparente sobre os conflitos antes de a política do conselho ser atualizada.
Memorandos e relatos internos
Documentos internos exibidos no julgamento incluíram um memorando de setembro de 2022 da então diretora de tecnologia Mira Murati, que criticou o estilo de gestão de Altman e descreveu um ambiente de “pânico constante” em torno de projetos e metas.
“O pânico constante em torno de nossos projetos, pessoas, metas etc. gera caos e desorganização.” — Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI
“Nem sempre.” — Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI
“[A decisão foi] uma grande vitória para Altman e a OpenAI, apesar dos arranhões e hematomas na imagem e na liderança de Altman.” — Dan Ives, analista da Wedbush
Para mais detalhes sobre a cobertura original do julgamento, consulte a reportagem do G1: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/05/19/processo-judicial-musk-ceo-da-openai.ghtml
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Crédito da imagem: Reprodução / g1
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