A OpenAI anunciou nesta terça-feira (20) a adoção de um sistema global de verificação de idade para o ChatGPT. O recurso foi apresentado como parte de um pacote de medidas voltadas à proteção de crianças e adolescentes, enquanto a empresa se prepara para oferecer um “modo adulto” que permitirá o consumo de conteúdo sensível por maiores de idade.
Como funciona o novo filtro
De acordo com a companhia, um modelo preditivo avalia se a conta pertence a alguém com menos de 18 anos. Caso a estimativa aponte para essa possibilidade, o chatbot ativa automaticamente salvaguardas que limitam o acesso a materiais considerados delicados.
Usuários maiores de idade que forem identificados erroneamente poderão restabelecer o uso completo do serviço por meio de uma verificação facial no Persona, plataforma especializada em checagem de identidade.
Pressão regulatória e exigências no Brasil
A iniciativa surge em meio a movimentos de autoridades de diferentes países para restringir a exposição de crianças a ambientes virtuais. Na Europa, o TikTok adotará mecanismo semelhante para cumprir orientações de órgãos de proteção infantil. No Brasil, a chamada “ECA Digital” determina que, a partir de março, serviços online com possibilidade de veicular conteúdo impróprio para menores de 16 anos verifiquem a idade dos cadastrados sem recorrer apenas à autodeclaração.
Liberação de conteúdo adulto prevista para 2026
Em dezembro, a presidente da área de aplicativos da OpenAI, Fidji Simo, afirmou que o “modo adulto” deverá estar disponível no primeiro trimestre de 2026. A liberação ocorrerá apenas para perfis que comprovarem ter 18 anos ou mais, conforme já havia mencionado o CEO Sam Altman.
Crescimento do negócio
Com 800 milhões de usuários semanais, o ChatGPT começou a exibir anúncios para parte do público nos Estados Unidos na semana passada, estratégia que reforça os esforços de monetização. A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, informou no domingo que a receita anualizada superou US$ 20 bilhões em 2025, salto expressivo ante os US$ 6 bilhões registrados em 2024, impulsionado pela expansão da capacidade computacional.
Casos que motivam maior proteção
A demanda por mais segurança ganhou força após o suicídio do adolescente californiano Adam Raine, no início de 2025. A família processou a OpenAI alegando que o jovem recebeu orientações do ChatGPT. Desde então, a empresa implementou controles parentais, passou a redirecionar temas sensíveis para modelos mais seguros, incluiu botões de acesso rápido a linhas de apoio emocional e recomenda pausas em conversas prolongadas.
A companhia também ajustou o chatbot para identificar emergências de saúde mental e está cooperando com mais de 170 especialistas da área a fim de diminuir respostas inadequadas.
Com informações de G1
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



