A OpenAI decidiu interromper indefinidamente o desenvolvimento de um chatbot destinado a gerar conteúdo sexual explícito, informaram porta-vozes da companhia nesta quinta-feira (26). O projeto, conhecido internamente como “modo Citron”, foi suspenso em meio a crescentes preocupações de funcionários e investidores sobre o impacto social e a possível repercussão negativa na imagem da empresa. A informação foi antecipada pelo Financial Times e repercutida na transmissão da Band.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal britânico, parte da equipe questionou se a iniciativa estaria alinhada à missão declarada da companhia de criar tecnologias que tragam benefícios concretos à sociedade. Paralelamente, investidores alertaram que a exposição a críticas públicas poderia superar qualquer retorno financeiro oriundo de um serviço de cunho erótico.
A decisão ocorre num momento em que a OpenAI, sediada em San Francisco, revisa o portfólio para concentrar recursos em produtos considerados estratégicos diante da concorrência cada vez mais acirrada no setor de inteligência artificial. Recentemente, a empresa também encerrou o aplicativo Sora, ferramenta de criação de vídeos que vinha sendo apontada como responsável por disseminar material de “baixo valor” gerado por IA.
No ano passado, a companhia havia sinalizado uma flexibilização nas diretrizes do ChatGPT, permitindo que usuários adultos verificados acessassem conteúdo erótico. Na ocasião, a direção argumentou que o ajuste tinha como objetivo “tratar adultos como adultos”. O recuo atual representa uma mudança de postura em relação à política anunciada em 2025.
Especialistas apontam que o ambiente regulatório e jurídico é um fator decisivo para empresas de tecnologia. Plataformas como a Meta enfrentam processos judiciais e novas normas sobre a proteção de menores, o que aumenta a pressão sobre iniciativas ligadas a material sensível. Em paralelo, a xAI, de Elon Musk, recebeu críticas globais no ano passado após o chatbot Grok ser utilizado na produção de imagens falsas de teor sexual envolvendo pessoas reais, inclusive menores.
Até o momento, a OpenAI não divulgou um cronograma para retomar ou substituir o “modo Citron”. Porta-vozes afirmam que a empresa seguirá monitorando possíveis riscos e avaliando alternativas que atendam às expectativas de segurança e responsabilidade impostas por reguladores, usuários e parceiros de investimento.
Com informações de G1
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



