A OpenAI postergou para o primeiro trimestre de 2026 a estreia do modo “para adultos” do ChatGPT, recurso voltado exclusivamente a usuários com 18 anos ou mais. A informação foi confirmada por Fidji Simo, CEO de Aplicações da empresa, durante conversa com jornalistas sobre o modelo de linguagem GPT-5.2.
O modo havia sido anunciado no início do ano pelo cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, e estava previsto para chegar em dezembro de 2024. Segundo Simo, o prazo maior permitirá o aprimoramento do sistema de verificação de idade, destinado a impedir que menores contornem as restrições.
Verificação de idade
Altman já havia detalhado a iniciativa em setembro, explicando que a companhia trabalha em um “sistema de previsão de idade” capaz de estimar a faixa etária do usuário com base em seu padrão de interação. Em casos de dúvida, o serviço limitará automaticamente o acesso ao modo convencional, para menores de 18 anos. Dependendo do país, poderá ser solicitada documentação oficial, reconheceu o executivo.
Foco na saúde mental
No mesmo contexto, a OpenAI anunciou aprimoramentos nos mecanismos de detecção de crises emocionais no ChatGPT. O chatbot já bloqueia conteúdos sensíveis e oferece recursos de apoio quando identifica sinais de automutilação ou intenção suicida. As proteções serão reforçadas em conversas mais longas, nas quais a eficácia dos filtros tende a diminuir, e passarão a incluir bloqueio de imagens de automutilação.
A empresa também estuda formas de facilitar o contato do usuário com familiares ou amigos, por meio de mensagens ou ligações com texto sugerido, além do encaminhamento a serviços de emergência.
Pressão externa
Os anúncios ocorreram no mesmo dia em que Matt e Maria Raine processaram a OpenAI. Eles alegam que o ChatGPT contribuiu para o suicídio do filho, Adam Raine, de 16 anos, em abril. O caso elevou a pressão sobre a companhia para reforçar salvaguardas.
Em agosto, um estudo do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH) concluiu que, em mais da metade de 1.200 respostas analisadas, o chatbot forneceu instruções potencialmente prejudiciais a jovens, mesmo após alertas sobre riscos de drogas ou transtornos alimentares.
Com o adiamento, a OpenAI pretende garantir que o modo adulto seja liberado apenas a quem comprovar a idade exigida, enquanto reforça barreiras de segurança para usuários menores.
Fonte: Notícias ao Minuto
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