Novo impedimento acelera decisões do VAR na estreia do Brasileirão

Rafael Ramos
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O sistema semiautomático foi acionado cinco vezes na rodada e levou, em média, 47 segundos para concluir as checagens. A tecnologia promete reduzir a espera em lances decisivos.

A tecnologia do impedimento semiautomático (SAOT) fez sua estreia no Brasileirão no último final de semana e demonstrou sua principal vantagem: a agilidade. O sistema foi utilizado em cinco ocasiões, com um tempo médio de checagem de apenas 47 segundos.

No sábado (25), o SAOT foi acionado na partida Santos x Chapecoense, após o gol de empate do time catarinense, marcado por Marcinho, com uma operação que durou 48 segundos.

No domingo (26), a tecnologia foi utilizada em duas oportunidades na partida Flamengo x São Paulo, além de uma checagem no jogo Bahia x Corinthians e outra em Remo x Vitória.

No Maracanã, o gol do São Paulo foi checado em 33 segundos, enquanto o gol do Flamengo foi anulado em 64 segundos. É importante ressaltar que o tempo de checagem se inicia a partir da marcação do gol.

Na Fonte Nova, o gol de empate do Bahia foi anulado em 32 segundos e no Mangueirão, o segundo gol do Remo foi confirmado em 62 segundos.

“O primeiro fim de semana de utilização oficial do impedimento semiautomático foi extremamente positivo e confirmou que estamos no caminho certo. A tecnologia entregou aquilo que esperávamos: mais agilidade, precisão e segurança nas decisões, reduzindo significativamente o tempo de análise dos lances e proporcionando maior fluidez às partidas.”

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Este relato foi feito por Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF, que ainda enfatizou a importância do trabalho em equipe entre a CBF, Genius Sports, clubes e equipes de arbitragem para a implementação da tecnologia.

Cada estádio recebeu entre 28 e 32 câmeras dedicadas, dependendo da infraestrutura local, além de cinco servidores que garantem a conectividade do sistema. Os equipamentos gravam jogos em qualidade 4K, a 100 frames por segundo, possibilitando a criação de uma réplica digital dos lances em campo.

As imagens são transmitidas em tempo real para a Central de Operações do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) da CBF, que conta com 10 salas de controle integradas com as tecnologias VAR e SAOT.

Em resposta a comentários nas redes sociais, a CBF esclareceu que o sistema brasileiro opera com captura de imagens a 100 quadros por segundo e identifica automaticamente o ponto de contato do jogador com a bola.

O termo “semiautomático” refere-se apenas à validação, sem interferência humana na construção dos dados. Em situações raras, onde há oclusões parciais ou lances que exigem interpretação, o VAR pode revisar o quadro para garantir precisão.

Uma vez validado, o resultado é comunicado ao árbitro de campo e uma imagem tridimensional é exibida nos estádios e transmissões, representando um cálculo automático já verificado.

A adoção da tecnologia visa agilidade nas decisões, precisão dos resultados e transparência no processo, minimizando a margem de interpretação e entregando decisões mais rápidas e confiáveis.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.