Tempestades de verão, como as que atingiram a cidade de São Paulo durante o apagão da Enel em dezembro de 2025, costumam provocar quedas repentinas de energia elétrica. Nessas situações, um dos principais transtornos para residências e escritórios é a perda imediata do sinal de wi-fi. A alternativa mais indicada para manter os equipamentos conectados é o uso de um nobreak, aparelho que armazena carga em uma bateria interna e garante alimentação por alguns minutos ou até horas, a depender do modelo.
Além de sustentar modems, roteadores, computadores e outros dispositivos durante a falta de luz, o nobreak funciona como escudo contra oscilações quando a rede é restabelecida. Ao bloquear picos de tensão, ele reduz o risco de danos a TVs, videogames e componentes mais sensíveis, explicam especialistas ouvidos pelo g1. Mesmo com fornecimento estável, o equipamento filtra a corrente e entrega energia “limpa”, prolongando a vida útil dos eletrônicos.
O que ligar no nobreak
Segundo Bruno de Alcantara Dias, professor de engenharia elétrica da FEI, a decisão sobre o que conectar deve priorizar itens essenciais e de maior valor, como computadores, monitores, videogames, modems e roteadores. Luis Cuevas, diretor da fabricante APC, reforça a orientação. Já a Intelbras adverte que aparelhos com motor — secadores, geladeiras ou aspiradores — exigem corrente de partida elevada e podem drenar a bateria rapidamente, devendo ficar fora da lista.
Cálculo de potência e autonomia
A capacidade de um nobreak é indicada em VA (volt-ampère), enquanto o consumo dos aparelhos aparece em W (watts). Para saber se o dispositivo escolhido suporta a carga, basta somar o consumo em W de tudo que será conectado e buscar um nobreak com valor de VA superior. Fabricantes disponibilizam calculadoras on-line para facilitar a conversão. Um exemplo prático: dois notebooks (45 W cada), um modem (5 W) e dois roteadores (20 W cada) consomem 135 W; nesse caso, um modelo entre 500 VA e 600 VA já seria suficiente. É importante lembrar que, quanto maior a carga total, menor será a autonomia da bateria.
Tipos de nobreak disponíveis
O mercado oferece três categorias principais:
- Fonte 12 V com bateria: substitui a fonte original de modems ou roteadores, indicada para um único equipamento.
- Mini nobreak: também focado em dispositivos de 12 V, como câmeras de segurança e modems, mantendo-os ativos em caso de apagão.
- Nobreak convencional: maior, com várias tomadas e monitoramento contínuo da qualidade da energia, recomendado para computadores, TVs e consoles.
Modos de funcionamento
Os modelos se diferenciam pela forma como alimentam os equipamentos:
- Stand-by (offline): aciona a bateria somente quando detecta interrupção ou variação brusca na rede.
- Interativo: semelhante ao stand-by, porém traz estabilizador interno, corrigindo variações sem descarregar a bateria com frequência.
- Online (dupla conversão): mantém os aparelhos sempre ligados à bateria, que é recarregada continuamente, oferecendo o nível mais alto de proteção.
Faixa de preços e opções
Em meados de fevereiro, os valores de mercado variavam de R$ 170 a R$ 450 para fontes ou mini nobreaks, enquanto os modelos convencionais custavam entre R$ 900 e R$ 2 mil. Entre as opções listadas estavam Intelbras EFB 1201, APC Easy Back-UPS, Knup Aitek, Marsriva KP3, APC BX1500BI-BR, Intelbras Ultimate Gamer, SMS Pro 29401 8T e TS Shara XPro Universal.
Antes de definir a compra, fabricantes recomendam avaliar a potência exigida, a autonomia necessária e o tipo de uso — se o equipamento atuará apenas em emergências ou também servirá para filtrar a energia no dia a dia. Com esses cuidados, o nobreak pode garantir conectividade e proteger os eletrônicos sempre que a rede elétrica falhar.
Com informações de G1
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