A Delegacia de Defraudações e Combate à Pirataria (DDCP) da Polícia Civil de Sergipe concluiu o inquérito que investigava um esquema de fraudes patrimoniais atribuído a uma empresária. O resultado da apuração foi divulgado nesta quinta-feira, 4.
Segundo o inquérito, iniciado em 2019, a suspeita utilizava a proximidade com ex-cônjuges e funcionários das próprias empresas para registrar bens e firmas em nome deles sem autorização. Em diversos casos, relata a polícia, houve falsificação de assinaturas; em outros, as vítimas teriam sido constrangidas a assinar documentos sem saber o conteúdo.
As operações fraudulentas resultaram em cobranças judiciais, penhoras e outros transtornos para os envolvidos, que nunca participaram das transações. Mesmo possuindo patrimônio considerável, a investigada deixou de pagar dívidas junto a instituições financeiras e órgãos públicos, transferindo o ônus aos terceiros.
No processo, constam depoimentos, laudo pericial que confirma as falsificações e extensa documentação sobre os débitos gerados. Os investigadores também apontam indícios de que a mulher planejava abrir novos negócios fora do Brasil e teria tentado dissuadir uma testemunha de comparecer à delegacia.
Diante do risco de novos prejuízos e da possível dissipação de bens, as vítimas protocolaram representação criminal. A Polícia Civil solicitou o sequestro de bens, pedido acolhido pela Justiça, que determinou o bloqueio de ativos até o limite de R$ 1,4 milhão — valor correspondente ao dano estimado.
A Polícia Civil enfatizou que continuará atuando para proteger o patrimônio dos cidadãos e responsabilizar autores de fraudes e estelionatos que se valem de vínculos pessoais.
Fonte: Infonet
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