Às vésperas da definição do relator da PEC 6×1 no Senado, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, expressou a necessidade de serenidade por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, nas discussões sobre a proposta. Marinho destacou que este é um momento crucial para aproveitar a pressão da sociedade e garantir a votação da proposta.
O ministro enfatizou:
“Não tem por que ficar postergando. Ah, mas por que não fez antes? Porque não se criou a condição objetiva de não fazer antes. Estão tentando evitar que seja agora. Então acho que esse debate, eu espero que o presidente do Senado tenha a serenidade e a tranquilidade de fazer e deixar o debate acontecer, e deixa o Senado assumir a posição. Se quiser votar contra, que vote contra, mas se apresente perante a opinião pública assumindo a sua responsabilidade”.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar, já manifestou apoio à proposta. A responsabilidade de receber a PEC e escolher o relator recai sobre ele, e o envio para a CCJ ainda está pendente. Davi Alcolumbre deve discutir o assunto em uma reunião de líderes que acontecerá no início da próxima semana.
Otto Alencar planeja que a tramitação da PEC 6×1, aprovada na Câmara, ocorra em conjunto com a proposta da oposição, que visa abolir a escala atual e estabelecer a remuneração baseada nas horas trabalhadas.
Na última sessão do plenário, Davi Alcolumbre declarou que não está contra nem a favor do fim da 6×1. Ele ressaltou que pretende debater o assunto nas comissões antes de levá-lo para votação no plenário.
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