O Ministério da Saúde comunicou nesta segunda-feira (8) o fim da sala de situação criada em 1º de outubro para monitorar casos de intoxicação por metanol em todo o país. A decisão foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União.
De acordo com a pasta, o último caso confirmado ocorreu em 26 de novembro de 2025, referente a um paciente que apresentou os primeiros sintomas três dias antes. Com a queda expressiva de registros e óbitos, o ministério considera consolidada a estabilidade epidemiológica.
Segundo a nota, todas as unidades da Federação dispõem de estoques de antídotos e de maior capacidade diagnóstica. A partir de agora, a assistência e o monitoramento voltarão a seguir o fluxo rotineiro da vigilância de intoxicações exógenas, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Números do surto
Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram contabilizadas 890 notificações de possível exposição ao metanol. Desse total, 73 casos foram confirmados, 29 permanecem sob investigação e 788 foram descartados por falta de evidência da substância.
Os estados com mais confirmações foram São Paulo (50), Pernambuco (8), Paraná (6), Mato Grosso (6), Bahia (2) e Rio Grande do Sul (1). No período, 22 mortes foram atribuídas ao metanol: 10 em São Paulo, cinco em Pernambuco, três no Paraná, três em Mato Grosso e uma na Bahia. Outros nove óbitos ainda são investigados.
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Distribuição de antídotos
No decorrer do monitoramento, o Ministério da Saúde enviou 1.500 ampolas de fomepizol e 4.806 unidades de etanol aos estados, priorizando as áreas com maior número de ocorrências e circulação de bebidas adulteradas. Além disso, manteve reserva estratégica de 2,6 mil ampolas de antídoto.
Cooperação interinstitucional
A sala de situação reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Também participaram os ministérios da Agricultura e Pecuária e da Justiça e Segurança Pública, encarregados de ações de controle e investigação.
O primeiro alerta sobre o surto foi emitido em 26 de setembro pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Fonte: Agência Brasil
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