Ministério da Saúde estende campanha de vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos até dezembro

Claudio Vasconcelos
2 Min Leitura

Brasília – O Ministério da Saúde prorrogou até dezembro a mobilização nacional para aplicar a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) em adolescentes de 15 a 19 anos que perderam a imunização na faixa etária recomendada, de 9 a 14 anos. A pasta pretende alcançar cerca de 7 milhões de jovens.

Para ampliar o acesso, o imunizante está disponível não apenas em unidades básicas de saúde (UBS), mas também em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings, em parceria com estados e municípios.

Saldo parcial da campanha

Até o início deste mês, mais de 115 mil adolescentes receberam a dose nessa etapa de resgate. Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo lideram o número absoluto de aplicações.

Cobertura vacinal em 2024

No público de 9 a 14 anos, a cobertura no país alcançou 82% entre meninas e 67% entre meninos — índices superiores à média global de 37% para o sexo feminino, segundo o ministério.

Achados com desconto Publicidade

Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

Esquema de doses

Desde 2024, o Brasil adota dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, conforme orientações internacionais voltadas à eliminação do câncer de colo do útero até 2030. Para pessoas imunocomprometidas, usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos, permanece o esquema de três doses.

Por que vacinar?

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, com mais de 200 tipos conhecidos. Alguns provocam verrugas genitais; outros estão associados a tumores malignos, como câncer de colo do útero, pênis, ânus, boca e garganta. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada a forma mais eficaz de prevenção, complementada pelo uso de preservativos.

O vírus costuma ser assintomático e pode permanecer latente por anos. Diagnósticos são realizados por exames clínicos e laboratoriais, conforme o tipo de lesão suspeita.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.