O México reconheceu oficialmente o conhecido “cachorro caramelo” como uma raça nacional, decisão anunciada pela Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem). A inclusão do animal na lista de raças nacionais, ao lado do Xoloitzcuintli, do Chihuahua e do Calupoh, foi divulgada em 23 de abril de 2026 e provocou reação de usuários brasileiros nas redes sociais.
No México, o cão foi apontado como “perrito amarillo”. Segundo a Propaem, a medida busca incentivar a adoção e combater o preconceito contra animais sem pedigree, além de enfrentar o problema do abandono de animais de estimação.
De acordo com dados citados pela instituição, o México é um dos países com maior população de cães e gatos em situação de rua na América Latina, com cerca de 29,7 milhões de animais nessa condição. O texto também aponta que o Brasil tem número similar, reunindo quase 30 milhões de bichos abandonados.
A decisão mexicana gerou indignação entre internautas brasileiros, que nas redes sociais acusaram o país de “roubar nosso patrimônio”. No Brasil, o chamado “vira-lata caramelo” é uma das figuras caninas sem raça definida mais reconhecidas culturalmente, tendo aparecido recentemente em produções cinematográficas como personagem central.
A Propaem informou que a iniciativa mexicana foi inspirada por uma campanha realizada no Brasil em 2025, cuja finalidade era valorizar o “vira-lata caramelo” como símbolo cultural e ampliar as chances de adoção de cães sem raça definida, que normalmente enfrentam dificuldades para encontrar um lar.
O texto recorda ainda que, embora muitos considerem a “raça” genuinamente brasileira, o animal resulta da mistura de diversas raças ao longo dos séculos, processo que teve início no período colonial, quando cães europeus foram trazidos para a América.
A medida do Estado do México integra ações voltadas à proteção animal e à redução do abandono, segundo a Procuradoria, sem detalhar, no comunicado público, medidas administrativas específicas ou prazos para implementação de políticas de adoção vinculadas ao reconhecimento.
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