Malware ‘maverick’ usa WhatsApp Web para roubar credenciais de clientes de bancos brasileiros

William Kevim
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Um novo vírus batizado de maverick vem se espalhando pelo WhatsApp Web desde setembro e já foi responsável por mais de 200 mil disparos da mesma mensagem fraudulenta, segundo relatório da empresa de cibersegurança Solo Iron. O objetivo é obter senhas e demais credenciais de acesso de correntistas de mais de duas dezenas de bancos nacionais e de corretoras de criptomoedas.

Como o golpe começa

A investida se inicia quando a vítima baixa um arquivo compactado “.zip” que traz, em seu interior, um atalho no formato “.lnk”. Assim que o atalho é aberto, o código malicioso assume o navegador, acessa a conta da vítima no WhatsApp Web e envia automaticamente o mesmo “.zip” para toda a lista de contatos. A mensagem que acompanha o anexo diz: “Visualização permitida somente em computadores. Caso esteja utilizando o Chrome, poderá ser solicitado para ‘manter’ o arquivo por se tratar de um arquivo zipado”.

Alvos e características

Desenvolvido com comentários em português brasileiro, o maverick foi programado para operar somente em computadores configurados com o teclado que inclui a tecla “ç” e a data no formato brasileiro. O malware não atua em dispositivos móveis.

Analistas da Sophos e da Kaspersky identificaram que parte do código foi reaproveitada de outro vírus nacional, o coyote, descoberto em 2024. Isso indica possível ligação entre os dois projetos criminosos.

Descoberta e disseminação

A Trend Micro detectou o maverick no dia 3 deste mês, depois que relatos circularam em redes sociais. Desde então, o número de transmissões continua crescendo. Solo Iron conseguiu acesso a um painel de controle usado pela quadrilha, onde há métricas de envios, taxa de sucesso e geração automática de nomes de arquivos, evidenciando uma operação profissional.

Roubo de dados bancários

Ao identificar que o usuário acessou o site de um dos bancos visados, o vírus congela a tela do computador e exibe um aviso de “segurança” falso, solicitando dados de login para uma suposta validação. O processo ocorre via servidores externos, sem que arquivos fiquem salvos no equipamento da vítima.

Ferramentas de automação

O controle do WhatsApp Web é realizado por meio do Selenium, biblioteca de automação de navegadores. Dessa forma, o serviço de mensagens interpreta que é o próprio usuário quem está enviando o arquivo, dificultando a detecção.

Medidas de contenção

Sophos e Kaspersky já atualizaram seus antivírus para bloquear o download do “.zip” malicioso. Especialistas recomendam que quem foi infectado apague imediatamente os arquivos baixados, pois o maverick se ativa sempre que o computador é ligado.

Posicionamento das empresas

A Meta afirma estar adotando camadas adicionais de proteção no WhatsApp, enquanto a Febraban ressalta que o sistema bancário utiliza tecnologias como criptografia, autenticação biométrica, tokenização, big data e inteligência artificial para prevenir fraudes.

Como se proteger

  • Desative o download automático de mídias e documentos no WhatsApp;
  • Restrinja o envio e recebimento de arquivos em dispositivos corporativos;
  • Desconfie de mensagens que pedem permissão especial no navegador ou ações fora do comum;
  • Mantenha o antivírus atualizado em computadores e celulares;
  • Antes de abrir anexos, confirme com o remetente se ele realmente enviou o arquivo.

O maverick continua em circulação, e os órgãos de segurança digital aconselham redobrar a atenção a qualquer arquivo recebido pela plataforma de mensagens.

Fonte: Notícias ao Minuto

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.