Desde março de 2023, quando o programa Bolsa Família foi retomado pelo Governo do Brasil, mais de 81 mil famílias em Sergipe conseguiram superar a pobreza e, consequentemente, deixaram o programa. Essa mudança se deve principalmente ao aumento da renda, que ocorreu por meio da conquista de empregos com carteira assinada ou pela criação de pequenos negócios.
Entre março de 2023 e maio de 2026, mais de 3,2 mil famílias sergipanas saíram do Bolsa Família apenas em maio de 2026. Aracaju destacou-se como o município com o maior número de desligamentos, totalizando 697 famílias que conseguiram se estabilizar financeiramente. Na sequência, estão Nossa Senhora do Socorro, com 324 desligamentos, Lagarto com 231, Itabaiana com 113 e Estância com 112.
Além desses, os municípios de São Cristóvão (101), Tobias Barreto (97), Barra dos Coqueiros (94), Itabaianinha (86) e Simão Dias (74) completam a lista das dez localidades com mais famílias que conseguiram superar a pobreza e deixar o Bolsa Família.
No cenário nacional, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o programa entre março de 2023 e maio de 2026, também devido ao aumento da renda. Os estados que registraram os maiores números de desligamentos foram São Paulo, com 745,6 mil; Distrito Federal, com 546 mil; Bahia, com 487,6 mil; Minas Gerais, com 430,2 mil; e Rio de Janeiro, com 393,7 mil.
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Em relação às capitais brasileiras, São Paulo liderou o número de desligamentos em maio de 2026, com 7.312 famílias. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar com 4.387 desligamentos, seguido por Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).
A nova Regra de Proteção do Bolsa Família, implementada recentemente, assegura uma transição segura para as famílias que aumentam sua renda. Mesmo que ultrapassem o limite de R$ 218 por pessoa, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que “o novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza.”
Além disso, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, no primeiro trimestre de 2026, 80% das novas vagas de emprego com carteira assinada foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único. Dias afirmou que “os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego.”
Um estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas em situação de vulnerabilidade aumentou 10,7% em 2025, superando a média nacional, impulsionada pela criação de empregos formais e pela nova Regra de Proteção do programa.
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