O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca no próximo domingo (9) para Santa Marta, na Colômbia, onde participará da reunião de cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia (UE). O encontro ocorre em meio à tensão causada pelo envio de forças militares dos Estados Unidos ao Caribe e à costa da Venezuela.
Lula afirmou, em entrevista a agências internacionais nesta terça-feira (4), em Belém (PA), que pretende levar o tema às discussões entre os 33 países da Celac e os 27 da UE. Segundo ele, o assunto já foi tratado com o presidente norte-americano, Donald Trump, durante reunião em outubro, na Malásia, quando se colocou como possível interlocutor entre Washington e Caracas.
Zona de paz
“A América Latina é uma zona de paz; não precisamos de guerra aqui. O problema na Venezuela é político e deve ser resolvido politicamente”, declarou o presidente brasileiro.
Os Estados Unidos justificam a mobilização de navios, submarinos e tropas na região como parte de uma ofensiva contra o narcotráfico. Já o governo venezuelano, comandado por Nicolás Maduro, afirma que a manobra busca pressionar o país por causa de suas reservas de petróleo.
Agenda apertada
A cúpula Celac-UE se estende até segunda-feira (10) e terá como pautas principais a retomada do diálogo birregional e as negociações do acordo de livre-comércio Mercosul-UE. Lula permanecerá apenas no primeiro dia e retornará a Belém para abrir oficialmente a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
No Pará desde sábado (1º), o chefe do Executivo inaugurou obras na capital e visitou aldeias indígenas e comunidades tradicionais. Ainda na quinta (6) e na sexta-feira (7), ele presidirá a cúpula de líderes da COP30, etapa que antecede as negociações formais da conferência, marcadas para 10 a 21 de novembro, quando serão debatidos financiamento climático, transição energética, adaptação e biodiversidade.
De acordo com a agência Reuters, líderes europeus também veem a reunião em Santa Marta como oportunidade para avançar em compromissos ambientais e comerciais paralisados desde 2019.
Fonte: Agência Brasil
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