Presidente do Palmeiras desde dezembro de 2021, Leila Pereira voltou a defender a possibilidade de alterar o estatuto alviverde para se candidatar a um terceiro mandato consecutivo e, assim, permanecer no cargo até 2030. Em entrevista à ESPN, a dirigente refutou críticas de que a mudança configuraria “golpe”.
“Tem uma corrente no Palmeiras que pensa em mudar o estatuto para mais um mandato. Alguns dizem que não pode, que seria golpe. Que golpe é esse? Se o associado diz que sim, é democrático”, afirmou Leila, entre risos.
Como é a regra atual
O estatuto palmeirense permite apenas uma reeleição. Em 2018, a duração do mandato foi ampliada de dois para três anos. Dessa forma, Paulo Nobre comandou o clube por quatro anos (2013-2016), Mauricio Galiotte permaneceu cinco anos (2017-2021) e Leila deve completar seis anos ao fim do segundo mandato, em 2027.
Para mudar novamente o texto estatutário, é preciso aprovação do Conselho Deliberativo e, depois, dos sócios do clube social. Caso a alteração avance, Leila poderia disputar a eleição marcada para dezembro de 2027 e permanecer até 2030, totalizando nove anos de gestão.
Sucessão ainda indefinida
Nos bastidores, aliados da presidente discutem possíveis nomes para a sucessão. O vice Paulo Buosi é citado, assim como o ex-mandatário Mauricio Galiotte, mas não há consenso.
Precedentes no clube
Apenas dois dirigentes superaram oito anos no comando do Palmeiras: Mustafá Contursi, entre 1993 e 2005, e Delfino Facchina, de 1959 a 1971. Ambos atravessaram períodos de conquistas expressivas, embora Mustafá tenha presenciado também o rebaixamento à Série B em 2002.
Planos fora do Palmeiras
Mesmo cogitando seguir no futebol após deixar o clube, Leila descartou qualquer interesse em presidir a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Gosto de clube. O futebol precisa de pessoas que não vivam dele. Quando dou uma camisa do Palmeiras de presente, eu compro, não pego do clube”, declarou.
Fonte: Futebol Interior
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