Justiça de Sergipe mantém detenção de policial penal suspeito de feminicídio em hotel de Aracaju

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A Justiça de Sergipe decidiu, na manhã desta quinta-feira, 26, manter a prisão do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, investigado pela morte da empresária Flávia Barros em um hotel de Aracaju. A audiência de custódia ocorreu na 5ª Vara Criminal da Comarca da capital. Com a determinação, o servidor público será reconduzido ao Presídio Militar de Sergipe (Presmil).

Durante a sessão, a defesa representada pela advogada Priscila Mendes informou que o investigado preferiu permanecer em silêncio. A equipe jurídica solicitou que Tiago retornasse ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), alegando necessidade de acompanhamento médico em razão de um projétil alojado na cabeça, consequência de um disparo de arma de fogo. O pedido, contudo, foi negado pela juíza responsável.

A mesma defesa já havia questionado anteriormente a alta hospitalar concedida ao policial penal. Segundo informações do inquérito, após matar a namorada, Tiago teria efetuado um disparo contra si mesmo, ficando com a bala alojada no crânio. O estado de saúde dele segue sob análise das autoridades médicas e policiais.

Entenda o caso

O crime ocorreu na madrugada de domingo, 22 de março. Policiais foram acionados para um hotel em Aracaju e encontraram a porta do quarto arrombada. No interior, o casal estava sobre a cama, ambos com ferimentos provocados por arma de fogo. A empresária Flávia Barros, que mantinha forte presença nas redes sociais e residia em Paulo Afonso, no norte da Bahia, não resistiu.

O velório da vítima foi realizado em Paulo Afonso. Posteriormente, o corpo foi trasladado para Canindé de São Francisco, município sergipano onde a família procedeu ao sepultamento na segunda-feira, 23.

Após o homicídio, Tiago Sóstenes foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, função que exercia na Bahia. Ele agora responde criminalmente por feminicídio e aguarda os próximos desdobramentos do processo sob custódia no Presmil.

Com a manutenção da prisão preventiva, o inquérito seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil, que investiga as circunstâncias do assassinato e do disparo que atingiu o policial penal.

Com informações de Infonet

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