Um júri federal dos Estados Unidos concluiu que Elon Musk enganou investidores do Twitter ao conduzir, em 2022, a compra da plataforma por US$ 44 milhões, valor considerado inferior ao estimado para a rede social.
A informação foi divulgada pela agência Bloomberg nesta sexta-feira (20). De acordo com a reportagem, os jurados entenderam que o empresário teria induzido acionistas ao erro, levando-os a aceitar condições menos vantajosas no processo que resultou na aquisição do Twitter — posteriormente rebatizado de X.
A decisão marca mais um capítulo na trajetória do bilionário à frente da rede social. Embora o montante de US$ 44 milhões tenha selado o acordo em 2022, o júri avaliou que declarações e atitudes de Musk antes da formalização do negócio provocaram distorções na percepção de valor da companhia, influenciando diretamente o cálculo do preço final.
Os detalhes do julgamento, como o tempo de deliberação do colegiado e possíveis desdobramentos judiciais, não foram divulgados até o momento. Também não houve manifestação pública imediata de representantes de Musk ou de porta-vozes da rede social reagindo ao veredito.
Além do impacto financeiro, a conclusão do júri pode repercutir em questões regulatórias e em novas ações na Justiça norte-americana. A Bloomberg destaca que o entendimento de que houve indução ao erro abre caminho para eventuais reivindicações de indenização por parte dos investidores que se sentiram prejudicados.
A plataforma comprada por Musk passou a operar sob o nome X poucos meses após a conclusão do negócio. O rebatismo foi acompanhado por uma série de mudanças internas, mas, segundo o júri, não altera o cerne da disputa: a forma como o empresário teria persuadido os acionistas antes de efetivar a transação em 2022.
A reportagem original do G1 informa que a cobertura sobre o caso segue em atualização, o que indica a possibilidade de novos desdobramentos nas próximas horas.
Com informações de G1
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