Juíza do Rio alerta para perigos de redes sociais a crianças e adolescentes

William Kevim
2 Min Leitura

Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2025 — A juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, reforçou nesta segunda-feira (11) a necessidade de proteger crianças e adolescentes na internet. Em entrevista ao programa Conexão GloboNews, a magistrada destacou que a exposição de menores em plataformas digitais facilita a ação de criminosos.

“A internet é um espaço público e perigoso. Assim como ninguém distribui fotos dos filhos para desconhecidos na rua, também não se deve publicar essas imagens online”, afirmou. Segundo ela, material postado em perfis abertos – e até mesmo em contas privadas – pode ser capturado por predadores sexuais.

Risco aumentado após vídeo de influenciador

O debate ganhou força depois que o influenciador Felca divulgou um vídeo sobre os riscos da exposição infantil nas redes. A postagem reacendeu a discussão sobre segurança digital e levou a magistrada a comentar o tema ao vivo.

Cobrança por regulação das big techs

Vanessa Cavalieri defendeu maior rigor na regulamentação das plataformas. “Precisamos discutir a responsabilidade das big techs para proteger crianças e adolescentes”, disse.

Projeto de lei em tramitação

A juíza lembrou que o Projeto de Lei 2628/2022, já aprovado no Senado e em análise na Câmara dos Deputados, estabelece regras para serviços digitais voltados ou acessíveis a menores de idade. Se aprovado, o texto valerá para redes sociais, aplicativos, jogos on-line e sistemas de monitoramento, mesmo quando operados por empresas sediadas fora do Brasil.

Juíza do Rio alerta para perigos de redes sociais a crianças e adolescentes - Imagem do artigo original

Imagem: g1.globo.com

Para Cavalieri, a proposta deve ser tratada de forma suprapartidária. “A proteção de crianças e adolescentes não pode ser capturada pela polarização política”, declarou. A magistrada frisou que o objetivo é evitar violência, instigações de automutilação e aliciamento por criminosos.

Ela também cobrou que as plataformas façam cumprir as próprias regras de idade mínima – que variam de 13 a 18 anos, dependendo do serviço. “Sabemos que muitos acessam antes dessa faixa etária, e é preciso responsabilização”, concluiu.

Com informações de G1

Compartilhe essa Notícia
William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.