Uma discussão registrada no último domingo, 8, terminou em agressões físicas e destruição de patrimônio no bairro Capucho, zona oeste de Aracaju. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), uma jovem procurou a Polícia Civil para denunciar o companheiro, que, segundo ela, a agrediu e danificou diversos objetos dentro da residência do casal.
A vítima relatou no boletim de ocorrência que a briga começou dentro de casa e rapidamente evoluiu para violência. Durante o conflito, o suspeito teria quebrado móveis, eletrodomésticos e outros itens pessoais, deixando cômodos inteiros revirados. Ainda segundo o depoimento, a jovem também sofreu agressões físicas que a levaram a buscar ajuda imediatamente após o episódio.
Assim que recebeu a queixa, a Polícia Civil classificou o fato como caso de violência doméstica e acionou o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). O órgão especializado deu início aos procedimentos de praxe, que englobam coleta de provas, oitivas das partes envolvidas e análise do cenário onde o crime ocorreu.
A SSP informou que, além da investigação para identificar todos os danos materiais, o inquérito vai apurar a possível prática de lesão corporal contra a jovem. A medida é fundamental para que, se confirmados os indícios, sejam solicitadas providências judiciais adequadas contra o agressor.
Encaminhamento do caso
O DAGV trabalha, neste primeiro momento, na formalização das declarações da vítima, na avaliação dos vestígios de destruição dentro do imóvel e na tentativa de localização do suspeito, que não teve a identidade divulgada. Dependendo do avanço das investigações, outras unidades da segurança pública podem ser acionadas para apoiar o cumprimento de eventuais mandados.
Enquanto isso, a jovem permanece sob orientação policial para garantir integridade física e acesso a serviços de proteção previstos na legislação. Órgãos como Ministério Público e Poder Judiciário serão informados sobre o andamento do caso para que, se necessário, decretem medidas urgentes.
Segundo a SSP, todas as etapas do inquérito seguem o protocolo estabelecido pela Lei Maria da Penha. A pasta reforçou que denúncias de violência doméstica podem ser feitas presencialmente em delegacias ou pelos canais de atendimento da própria secretaria, que funcionam 24 horas.
O departamento responsável não divulgou prazo para conclusão das investigações, mas destacou que a prioridade é assegurar segurança à vítima e responsabilizar o autor dos crimes apontados.
Com informações de Infonet
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



