Itamaraty reage a ameaça de Rubio e reforça autonomia do Judiciário

Robson Alves
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O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, contestando declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que classificou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como “caça às bruxas” e sinalizou a possibilidade de novas sanções contra o Brasil.

No texto, o Itamaraty enfatiza que “o Poder Judiciário brasileiro julgou, com a independência assegurada pela Constituição de 1988, os primeiros acusados pela frustrada tentativa de golpe de Estado, que tiveram amplo direito de defesa”. A chancelaria acrescenta que “ameaças como a feita hoje pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, não intimidarão a nossa democracia”.

Declarações de Rubio

Pelas redes sociais, Rubio acusou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, de perseguir Bolsonaro. Ele afirmou que o magistrado, já alvo de sanções norte-americanas, teria conduzido um julgamento injusto e prometeu uma “resposta adequada” por parte dos Estados Unidos.

Repercussão internacional

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à agência Reuters estar surpreso com a condenação. A sentença do STF impôs a Bolsonaro 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito — marco inédito na história brasileira.

Sanções prévias

Em julho, Washington aplicou a Alexandre de Moraes punições previstas na Lei Magnitsky, bloqueando bens e empresas do ministro em território norte-americano. Desde agosto, alguns produtos brasileiros também enfrentam tarifa de 50% para entrar no mercado dos EUA.

O Itamaraty concluiu afirmando que continuará a “defender a soberania do país de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem”.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.