Israel afirma ter usado 200 caças para bombardear mais de 500 alvos no Irã

Robson Alves
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A Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês) informou neste sábado (28) que realizou uma grande operação militar em território iraniano. De acordo com nota divulgada nas redes oficiais da corporação, aproximadamente 200 aviões de combate participaram da ação, que teria atingido mais de 500 pontos estratégicos pertencentes à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo os militares israelenses, os bombardeios ocorreram simultaneamente em regiões do oeste e do centro do Irã, tendo como principais alvos sistemas de defesa aérea e depósitos de mísseis. O Estado-Maior israelense classificou a ofensiva como “o maior sobrevoo militar da história” das Forças de Defesa de Israel (IDF).

Mortes e feridos

Autoridades iranianas e organizações humanitárias relatam elevado número de vítimas civis. A Sociedade Crescente Vermelho, citada por veículos como a emissora árabe Al Jazeera, contabilizou ao menos 201 mortos e 747 feridos nas 24 províncias atingidas – o Irã possui 31 províncias ao todo.

Entre os episódios mais graves está o bombardeio a uma escola feminina na cidade de Minab, província de Hormuzgan, no sul do país. Informações da agência estatal Irna apontam que 85 alunas perderam a vida no local. Ainda no sul, 18 civis morreram em Lamerd, província de Fars, após projéteis atingirem um complexo esportivo, um salão vizinho a uma escola e duas edificações residenciais. O governador regional, Ali Alizadeh, alertou para a possibilidade de aumento no número de vítimas, em razão de feridos em estado grave.

Contexto diplomático

O ataque conjunto de Israel e Estados Unidos ocorreu dois dias depois de uma rodada de negociações entre Washington e Teerã sobre os limites do programa nuclear iraniano. Teerã sustenta que suas atividades nucleares têm fins pacíficos, posição contestada pelo governo norte-americano e por aliados como Israel.

A investida foi amplamente condenada pela comunidade internacional; o Brasil, entre outros países, manifestou reprovação. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu cessar-fogo imediato na região.

Reações dos envolvidos

Em pronunciamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a ofensiva como medida para “proteger cidadãos norte-americanos”. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra nações vizinhas que abrigam bases militares dos EUA. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hamid Ghanbari, declarou que seu país “tem o direito de se defender” diante dos ataques.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventuais perdas militares israelenses ou norte-americanas na operação. As autoridades iranianas continuam avaliando os danos em infraestrutura crítica e áreas residenciais.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.