As Forças Armadas da República Islâmica do Irã avisaram que poderão retaliar portos localizados no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a segurança das instalações iranianas nessas águas seja colocada em risco, informou o Quartel‑General Central do Khatam al‑Anbiya em comunicado divulgado nesta segunda‑feira (13).
Segundo o texto oficial, a proteção dos portos iranianos é condição para a segurança de toda a região: “Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará seguro.”
O comunicado também afirmou que “a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém”, e classificou o bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos como “ato ilegal e um sinal de pirataria”.
Contexto e medidas anunciadas pelos EUA
A declaração iraniana ocorre após o fracasso das negociações para um acordo em Islamabad, no Paquistão, no final de semana, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de bloquear a passagem de navios na saída do Estreito de Ormuz.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA informou que o bloqueio será aplicado “imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”.
Os militares norte‑americanos acrescentaram que permitirão a passagem “para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.
Controle do Estreito e vigilância iraniana
O Irã afirmou ainda que embarcações ligadas ao que chamou de inimigo não têm e não terão direito de transitar pelo Estreito de Ormuz, e que o país implementará um mecanismo permanente para controlar a passagem.
“Outras embarcações poderão transitar pelo estreito em conformidade com os regulamentos das Forças Armadas da República Islâmica do Irã”, diz o comunicado.
Em nota separada, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica reforçou a vigilância sobre o Estreito e afirmou: “Todos os trânsitos e não trânsitos [estão] sob controle total das forças armadas. Qualquer movimento equivocado prenderá o inimigo nos vórtices mortais do Estreito.”
Impacto no mercado de petróleo
O anúncio do bloqueio naval pelos EUA fez o preço do petróleo tipo Brent voltar a subir nesta segunda‑feira, ultrapassando os US$ 100 por barril, alta aproximada de 6,5%.
Antes do conflito, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia passavam pelo Estreito de Ormuz. Estima‑se que aproximadamente 20% do petróleo e do gás mundial transitam por essa rota.
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