Haddad critica ligação entre isenção de IR até R$ 5 mil e anistia de 8 de janeiro

Rafael Ramos
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Brasília – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como “loucura” a possibilidade de parlamentares condicionarem a votação do projeto que isenta do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil mensais à apreciação da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A declaração foi feita na manhã deste sábado, 27 de setembro de 2025, durante participação no podcast 3 Irmãos. “Você vai atrelar um projeto de justiça social e tributária a isso? Em vez de ser um dia de festa, que dia é esse?”, questionou o ministro, dirigindo-se aos deputados.

Votações na Câmara

A Câmara dos Deputados deve analisar na próxima quarta-feira, 1º de outubro, o projeto de lei que eleva para R$ 5 mil a faixa de isenção do IR e reduz parcialmente a alíquota para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O relator da proposta de anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou em 24 de setembro que, caso o perdão aos condenados não seja votado antes, a apreciação da mudança no imposto de renda pode ficar comprometida.

“Tudo indica que a anistia será votada na terça. Acho inclusive que, se não votar, não votamos o IR”, declarou o parlamentar.

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Impacto da nova faixa de isenção

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) projeta que o número de trabalhadores isentos passará de 10 milhões para 20 milhões, caso o projeto seja aprovado. Já a redução parcial da alíquota — válida para rendimentos de até R$ 7,3 mil — deve beneficiar 16 milhões de contribuintes. Atualmente, não paga IR quem ganha até dois salários mínimos, hoje equivalentes a R$ 3.036.

Carga horária 6×1 em debate

No mesmo podcast, Haddad também manifestou apoio ao fim do regime de escala 6 por 1, tema em análise no Congresso. Ele defendeu que, diante do aumento da expectativa de vida, as pessoas trabalhem mais anos ao longo da carreira, mas menos dias por semana. “Precisamos liberar tempo para as pessoas. Hoje, quem tem filho pequeno muitas vezes trabalha 12 ou 14 horas por dia. Não seria melhor trabalhar mais tempo, mas com períodos de folga para usufruir da vida?”, argumentou.

As discussões sobre a escala de trabalho ainda não têm data definida para votação.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.