Hackers ligados ao Irã afirmam ter derrubado 200 mil sistemas da Stryker após ataque a escola em Minab

William Kevim
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São Paulo, 11 de março de 2026 – O coletivo de hackers Handala, associado ao governo iraniano, reivindicou nesta quarta-feira (11) um ataque cibernético de grandes proporções contra a companhia norte-americana de tecnologia médica Stryker. Em comunicado divulgado em canais de mensagem, o grupo declarou ter destruído mais de 200 mil sistemas e extraído 50 terabytes de dados da empresa sediada em Michigan.

De acordo com o Handala, a ofensiva foi motivada pelo que classificou como o “ataque brutal à escola de Minab”, que, segundo autoridades iranianas, deixou 150 mortos em 28 de fevereiro, data marcada pelo início da ofensiva militar conduzida por Israel e Estados Unidos contra o Irã. “Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo”, diz o texto, acrescentando que escritórios da Stryker em 79 países teriam sido afetados e que todo o material obtido está “nas mãos dos povos livres do mundo”. O grupo ainda prometeu “um novo capítulo na guerra cibernética” e ameaçou “líderes sionistas e seus grupos de pressão”.

Resposta da Stryker

Em nota, a Stryker confirmou “interrupção global da rede” em seu ambiente de sistemas Microsoft na madrugada de quarta-feira, pouco depois da 1h (horário de Brasília). A companhia afirmou não haver indícios de ransomware ou malware e disse acreditar que o incidente está contido.

Fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal relataram que dispositivos com Windows, inclusive smartphones conectados às redes corporativas, foram apagados remotamente. Um relatório do Google Threat Intelligence publicado no início do ano aponta que o Handala costuma realizar campanhas de “hack and leak” e vem adotando, com mais frequência, táticas de doxxing para espalhar medo e incerteza.

Histórico do grupo

Desde o início do conflito em fevereiro, o Handala diz ter executado ataques contra infraestrutura israelense e garantir “acesso total” a câmeras de segurança em Jerusalém. A Check Point, empresa israelense de segurança digital, afirma monitorar o coletivo há anos e reforça a ligação dele com o regime iraniano.

Alvos adicionais

Após a ação contra a Stryker, o Handala anunciou ter deflagrado outro ataque, desta vez contra a Verifone, companhia especializada em pagamentos eletrônicos. A agência AFP informou não ter conseguido confirmar de forma independente as declarações, e a Verifone não se manifestou.

Sobre a Stryker

Fundada em Kalamazoo, Michigan, a Stryker emprega aproximadamente 56 mil pessoas em todo o mundo e prevê receita de US$ 25,12 bilhões para 2025 (cerca de R$ 138 bilhões). O portfólio inclui implantes ortopédicos, leitos hospitalares, instrumentos cirúrgicos e sistemas robóticos para cirurgias.

Ao final da nota, o Handala reiterou que continuará a mirar companhias “vinculadas a interesses israelenses ou norte-americanos”, sem detalhar futuros alvos.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.