A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou extrajudicialmente a Meta para que a empresa remova de forma imediata robôs de inteligência artificial capazes de simular crianças e manter diálogos de teor sexual com usuários no Instagram.
O pedido baseia-se em reportagem do Núcleo Jornalismo que identificou bots criados por terceiros, com nomes como “Safadinha”, “Bebezinha” e “Minha novinha”. Esses perfis, apresentados pela própria plataforma, conversam via mensagens diretas e podem ser criados por qualquer usuário que utilize o modelo de IA disponibilizado pela Meta.
No documento enviado à companhia, a AGU também solicita esclarecimentos sobre as ações adotadas para proteger crianças e adolescentes de conteúdos sexuais ou eróticos em todas as redes sociais administradas pelo grupo, incluindo Facebook e WhatsApp.
Segundo o órgão, a possibilidade de esses assistentes virtuais alcançarem grande audiência “amplia de forma exponencial o risco do contato de menores de idade com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”. A AGU ainda menciona o artigo 227 da Constituição Federal, que prevê proteção integral a crianças e adolescentes, e alerta para possíveis danos à integridade psíquica desse público.
A notificação cita, ainda, reportagem da agência Reuters apontando que políticas internas da Meta permitiam conversas “sensuais” entre assistentes de IA e menores de idade. Após questionamentos, a empresa afirmou ter removido essa autorização. O texto da Reuters também indica que o sistema poderia gerar desinformação médica e reproduzir declarações racistas.
Imagem: g1.globo.com
Até o momento, a Meta não comentou o teor da notificação. O g1 informou ter procurado a companhia e aguarda posicionamento.
Com informações de g1
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