O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (11) um pacote de investimentos de R$ 5,7 bilhões voltado à ampliação e à modernização de 11 terminais aéreos no país. Os aeroportos contemplados pertencem ao bloco operado pela Aena, maior administradora aeroportuária do mundo.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Costa Filho classificou o montante como “o maior volume já destinado ao setor em período tão curto”. Segundo ele, em quatro anos do governo anterior foram injetados cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura aeroportuária, enquanto, nos três primeiros anos da gestão atual, o total supera R$ 5 bilhões.
Lista de aeroportos beneficiados
O plano atinge terminais em quatro estados:
- São Paulo: Congonhas (R$ 2,6 bilhões)
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá
- Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira
- Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros
Financiamento e metas
Do montante total, R$ 4,64 bilhões virão de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Somando contratos já existentes, o governo projeta que as ações no segmento ultrapassem R$ 10 bilhões ao longo dos próximos anos.
Atualmente, os 11 aeroportos movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com as ampliações, a capacidade estimada supera 40 milhões de viajantes anuais, o que, na avaliação do Planalto, reforçará a interiorização das rotas aéreas e a integração entre capitais e cidades de médio porte.
Impacto econômico e geração de empregos
As obras devem criar aproximadamente 2,8 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Após a conclusão dos projetos, a operação dos terminais acrescentará mais de 700 vagas permanentes.
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Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Destaques em Congonhas
Responsável pela maior fatia dos recursos, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, terá um novo terminal de passageiros. A área construída saltará de 40 mil m² para 135 mil m². O pátio de aeronaves será expandido e o número de pontes de embarque passará de 12 para 19, permitindo a ampliação da área comercial para mais de 20 mil m².
Santiago Yus, presidente da Aena Brasil, afirmou que o programa visa elevar a capacidade operacional, introduzir novas tecnologias, reforçar a segurança e adotar práticas sustentáveis. “Mais pessoas poderão voar e, quem já utiliza o transporte aéreo, terá experiência superior”, resumiu.
Com a execução do plano, o governo espera impulsionar a competitividade do setor, melhorar a qualidade do serviço prestado aos passageiros e estimular o desenvolvimento regional.
Com informações de Agência Brasil
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