Gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) estiveram na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (4). O encontro foi dedicado a definir providências que assegurem a navegabilidade no estuário do Rio Sergipe, condição considerada estratégica pelo governo estadual.
A pauta ganhou urgência porque a região abriga o antigo Estaleiro Araújo, localizado em Santo Amaro das Brotas, na região metropolitana de Aracaju. O espaço, desativado desde 2007, passa por um processo de reativação e agora recebe o nome de Estaleiro Sergipe. A retomada das operações depende diretamente de ajustes que permitam a circulação segura de embarcações pelo estuário.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, ressaltou que o Executivo tem priorizado o setor marítimo como vetor de crescimento. “Estamos trabalhando para criar todas as condições necessárias e, para isso, o diálogo com o INPH é fundamental. Projetos como o estaleiro representam oportunidades de desenvolvimento para Sergipe”, afirmou o gestor.
As tratativas também contam com a participação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). Para o diretor-presidente do órgão, Ronaldo Guimarães, a integração entre as instituições públicas é determinante para tirar do papel iniciativas consideradas estruturantes. “Nosso objetivo é oferecer um ambiente seguro e planejado para novos investimentos, fortalecendo a logística e a indústria locais”, declarou.
Investimento de R$ 80 milhões
A reativação do estaleiro está a cargo da SG Reparos Navais/SG Indústria e Comércio Naval LTDA, que prevê desembolsar R$ 80 milhões na modernização da planta industrial. O projeto conta com apoio da Sedetec, da Codise e da Prefeitura de Santo Amaro das Brotas, além da articulação do ex-prefeito do município, Luis Herman Mancilla Gall.
Imagem: Divulgação
Com a reforma, a unidade voltará a fabricar embarcações, produzir componentes navais e realizar serviços de reparo. O empreendimento também deverá atender demandas do descomissionamento de plataformas marítimas e do projeto Sergipe Águas Profundas, ampliando a cadeia produtiva ligada ao petróleo e ao gás no estado.
Com o avanço das conversas entre governo estadual e INPH, a expectativa é de que estudos técnicos indiquem as intervenções necessárias para adequar o canal de acesso e garantir a segurança da navegação. A definição dessas medidas é vista como passo decisivo para que o Estaleiro Sergipe volte a operar em pleno ritmo.
Com informações de Jornaldodiase
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