Governo amplia classificação indicativa a apps e cria faixa etária de 6 anos

William Kevim
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Brasília, 20 out. 2025 – Aplicativos e jogos eletrônicos passam, a partir de agora, a receber classificação indicativa, assim como produções audiovisuais. A medida foi oficializada com a assinatura de uma portaria pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nesta semana.

A portaria também estabelece uma nova faixa etária, voltada a conteúdos recomendados para crianças a partir de 6 anos. Até então, as categorias vigentes eram: livre, 10, 12, 14, 16 e 18 anos.

Interatividade digital na mira

Segundo Lewandowski, a norma é “especialmente inovadora” por incluir critérios ligados à interatividade digital. Além de sexo, nudez, drogas e violência, a classificação passa a avaliar riscos como:

  • contato de crianças com adultos desconhecidos em plataformas on-line;
  • compras virtuais não autorizadas;
  • interações potencialmente perigosas com agentes de inteligência artificial.

O objetivo, afirmou o ministro, é tornar o ambiente digital “mais seguro, educativo e respeitoso” para o público infantil.

Medidas complementares

No mesmo evento, o governo lançou vídeos do programa Famílias Fortes, que busca reduzir riscos relacionados à violência, saúde mental e uso de drogas, com meta de atender três mil famílias até o fim de 2026.

Também foi aprovado projeto que dá prioridade à tramitação de processos criminais envolvendo mortes violentas de crianças e adolescentes, além de criar um sistema unificado de monitoramento desses casos.

Outra iniciativa anunciada foi o Pacto Nacional pela Escuta Protegida, que define protocolo de atendimento para vítimas ou testemunhas de violência na infância e na adolescência.

Cenário de violência

Lewandowski citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 que apontam aumento de 4,2% nas mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes nos últimos dois anos, totalizando 2.356 registros.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou crescimento de 245,6% em interrupções do calendário escolar provocadas por episódios de violência. No meio digital, foram contabilizados 2.543 casos de bullying e 452 de cyberbullying contra jovens de 10 a 17 anos.

De acordo com Evaristo, a aprovação do ECA Digital neste ano ampliou a proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente on-line.

As novas medidas integram o projeto Crescer em Paz, que estabelece ainda um canal unificado para denúncias de violações virtuais contra menores de idade.

Fonte: Notícias ao Minuto

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.