A Google removeu o modelo de inteligência artificial Gemma de sua plataforma AI Studio depois que a ferramenta divulgou, de forma incorreta, que a senadora republicana Marsha Blackburn teria sido acusada de agressão sexual.
De acordo com o site The Verge, Blackburn enviou uma carta ao CEO da Google, Sundar Pichai, reclamando da “acusação fabricada” e ameaçando processar a empresa por difamação. O episódio ocorreu quando o Gemma foi questionado se a parlamentar já havia sido acusada de estupro; a IA respondeu que sim e citou falsas reportagens sobre um suposto crime em 1987. A senadora, no entanto, somente se candidatou ao Senado em 1998.
Reação da senadora
Em publicação na rede social X, em 3 de novembro de 2025, Blackburn afirmou que a Google “difamou conservadores com alegações criminais inventadas” e comemorou a retirada do modelo do AI Studio. A senadora declarou ainda que espera esclarecimentos formais da empresa.
Posicionamento da Google
A companhia reconheceu o erro e classificou a resposta como uma “alucinação” — termo usado quando sistemas de IA apresentam informações sem respaldo real. Em nota divulgada também no X, a Google explicou que o Gemma e outros modelos abertos não foram desenvolvidos para checagem de fatos e que usuários não desenvolvedores estavam fazendo perguntas factuais à ferramenta.
“Continuamos comprometidos em minimizar alucinações e aprimorar todos os nossos modelos”, informou a empresa. Para evitar novos equívocos, o acesso ao Gemma foi suspenso no AI Studio, mas o modelo segue disponível via API exclusivamente para desenvolvedores.
Fonte: Notícias ao Minuto
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