Global Sumud Flotilla libera ativistas; quatro eram brasileiros

Robson Alves
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BRASIL — 428 ativistas da Global Sumud Flotilla (GSF) presos por Israel começaram a ser libertados, anunciou o grupo nesta quinta-feira (21).

  • Parte dos libertados embarcará rumo a Istambul, na Turquia.
  • Entre os detidos, quatro eram membros da delegação brasileira: três mulheres e um homem.
  • O governo brasileiro emitiu nota pedindo soltura imediata e condenando o tratamento dado aos ativistas.
  • A GSF organizou a missão para levar mantimentos e apoio a Gaza, segundo o próprio movimento.

Quem são os brasileiros libertados

Quatro integrantes da delegação brasileira foram identificados entre os detidos: Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingidos por Barragens; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da GSF no Brasil; Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola; e Cássio Pelegrini, médico pediatra.

Posição do governo brasileiro

Na quarta-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores emitiu nota em que pediu a soltura imediata do grupo e condenou o tratamento dispensado por autoridades israelenses.

“o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses, em particular pelo Ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben Gvir.” — Ministério das Relações Exteriores

“Ao reiterar seu repúdio à interceptação, em águas internacionais, das embarcações integrantes da flotilha e à detenção de seus participantes — ambas ações ilegais —, o Brasil demanda libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo de quatro cidadãos brasileiros.” — Ministério das Relações Exteriores

“pleno respeito a seus direitos e a sua dignidade, em linha com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado de Israel, a exemplo da Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.” — Ministério das Relações Exteriores

Declaração do movimento

A GSF afirmou que a libertação parcial dos detidos demonstra o efeito da mobilização e defendeu que a pressão continue até mudanças mais amplas.

“Que isso seja um lembrete do que a mobilização global e a pressão política consistente podem alcançar e por que isso deve continuar até que todos os mais de 9,6 mil prisioneiros políticos palestinos sejam libertados e o cerco ilegal e a ocupação cheguem ao fim” — Global Sumud Flotilla (GSF)

O texto da nota do Ministério das Relações Exteriores pode ser consultado no site do próprio órgão.

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Crédito da imagem: Reprodução / Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.