Davos, Suíça – A 55ª edição do Fórum Econômico Mundial tem início nesta segunda-feira, 19 de janeiro, reunindo até 23 de janeiro líderes políticos, executivos de grandes companhias e representantes de organizações de todo o planeta. O encontro, tradicional no calendário internacional, adota em 2026 o lema “Um Espírito de Diálogo”, com a proposta de incentivar cooperação e articulação conjunta em temas econômicos, sociais e tecnológicos.
De acordo com a entidade organizadora, mais de 3 mil delegados provenientes de mais de 130 países participam do evento. Entre eles estão 64 chefes de Estado e de governo, além de dirigentes de referência no setor privado e no terceiro setor.
O Brasil estará representado pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. A integrante do governo federal foi escalada para integrar diversas mesas de debate, incluindo a reunião do Global Digital Collaboration (GDC), fórum que congrega governos, sociedade civil, organismos internacionais e empresas em torno de soluções digitais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já compareceu a edições anteriores, não viajará a Davos neste ano.
As discussões do encontro abarcam, entre outros temas, transformação digital, transição energética, geopolítica, segurança alimentar e combate às desigualdades. A previsão de agenda inclui painéis, workshops e reuniões bilaterais com foco na construção de consensos entre setores público e privado.
Relatório da Oxfam destaca avanço da riqueza global
Paralelamente à abertura do fórum, a Oxfam Brasil divulgou um estudo que aponta crescimento de 16% na fortuna dos bilionários em 2025, ritmo três vezes superior à média dos cinco anos anteriores. O montante acumulado atingiu US$ 18,3 trilhões, valor mais alto já registrado pela série histórica da organização.
O levantamento mostra ainda que, desde 2020, a riqueza dos bilionários aumentou 81%. No mesmo intervalo, uma em cada quatro pessoas no mundo não tem alimentação suficiente de forma regular, e praticamente metade da população global vive em situação de pobreza. Segundo a Oxfam, o acréscimo coletivo de US$ 2,5 trilhões entre 2024 e 2025 seria capaz de eliminar 26 vezes a pobreza extrema no planeta.
O relatório costuma ser apresentado anualmente na data de abertura do Fórum Econômico Mundial para pressionar dirigentes a adotar medidas que reduzam a disparidade de renda e ampliem o acesso a serviços essenciais.
As expectativas em torno das discussões desta semana concentram-se na possibilidade de avanços em frentes como regulação de tecnologias emergentes, políticas climáticas e mecanismos de financiamento para o desenvolvimento, assuntos considerados centrais pelos organizadores para manter o “espírito de diálogo” que norteia a edição de 2026.
Com informações de Agência Brasil
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