A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Semdef), promoveu a inclusão e a acessibilidade durante o Forró Caju 2026, que ocorreu entre os dias 4 e 6 de junho, no conjunto Augusto Franco, no bairro Farolândia.
Um dos destaques do evento foi o Camarote da Acessibilidade, que permitiu que pessoas com deficiência assistissem à programação junina com conforto e segurança, além de uma visão privilegiada dos shows.
Para garantir o acesso ao espaço, a Semdef adotou um sistema de demanda espontânea, eliminando a necessidade de inscrições prévias. Os interessados precisavam apenas apresentar um laudo médico com o respectivo CID ou documentos que comprovassem a condição de deficiência, como a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), a carteira de fibromialgia, o Passe Livre emitido pela SMTT, entre outros.
A secretária da Semdef, Camilla Feitosa, comentou sobre a iniciativa: “Optamos pelo acesso direto e ficamos muito felizes com o retorno positivo do público. Nosso objetivo é assegurar que as pessoas com deficiência possam participar plenamente da programação cultural da cidade, aproveitando o Forró Caju com dignidade, conforto e respeito aos seus direitos.”
Durante os três dias de festividades, o Camarote da Acessibilidade teve lotação máxima, com 50 pessoas com deficiência e 50 acompanhantes atendidos por noite. Além da estrutura física, uma equipe dedicada foi disponibilizada para acolher e apoiar os participantes durante toda a festa.
A experiência foi bem avaliada pelos usuários do espaço. Juliane Fonseca, que acompanhou sua mãe, Maria da Conceição, elogiou o atendimento da equipe desde a chegada ao camarote. “Fomos muito bem acolhidas. A receptividade, a organização, as cadeiras, tudo foi maravilhoso. Até capas de chuva foram disponibilizadas, demonstrando cuidado com todos. Foi uma experiência incrível”, relatou.
A auxiliar administrativa Maria da Conceição Aragão da Fonseca também destacou a importância da iniciativa e a atenção aos usuários do espaço. “Ter um local reservado para nós, próximo ao palco, fez toda a diferença. A organização e o cuidado demonstrado em cada detalhe foram notáveis”, afirmou.
A psicopedagoga Fabiana Oliveira, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA), elogiou a iniciativa. “É muito importante que possamos participar da maior festa junina do estado com acessibilidade e respeito às nossas necessidades”, disse. Por sua vez, a advogada Priscila Barros, que enfrenta a síndrome do manguito rotador e fibromialgia, ressaltou como a estrutura facilitou sua experiência no evento. “Graças à acessibilidade, conseguimos aproveitar a festa com mais tranquilidade. Ter um espaço adequado é fundamental para vivermos esses momentos de forma confortável e segura”, destacou.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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