FMI elogia resiliência da economia brasileira e projeta crescimento de 2,5%

Rafael Ramos
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, uma nota destacando a “notável resiliência” da economia brasileira. A entidade apontou que o país tem enfrentado “múltiplos choques” em um cenário de pressões internas e externas.

De acordo com o FMI, o Brasil está “relativamente protegido” dos aumentos globais dos preços do petróleo, que têm sido impactados pela guerra no Oriente Médio. Essa proteção é atribuída à condição do Brasil como exportador de petróleo e à significativa participação de fontes de energia renováveis na matriz elétrica do país.

As observações do FMI vieram após a conclusão da missão anual que visitou o Brasil, encerrada na última sexta-feira, 29 de maio. O chefe da missão, Daniel Leigh, mencionou que os indicadores econômicos sugerem uma recuperação no início de 2026, com projeções de crescimento de cerca de 2,5% no médio prazo.

“Os riscos para as perspectivas de crescimento estão inclinados para o lado negativo, incluindo a deterioração das tensões geopolíticas e o aperto das condições financeiras”,

afirmou Leigh. Apesar desse alerta, o FMI reconheceu que o Brasil possui fundamentos econômicos sólidos, como um sistema financeiro robusto, reservas adequadas e um regime cambial flexível, fatores que sustentam sua resiliência.

A instituição considerou apropriada a recente redução das taxas de juros, mas enfatizou a importância de cautela devido às pressões inflacionárias. O FMI também recomendou que o governo mantenha e amplie esforços fiscais para garantir a sustentabilidade da dívida e facilitar investimentos.

Segundo o FMI, reformas estruturais e uma agenda ambiental mais robusta devem impulsionar um crescimento mais forte e inclusivo a médio prazo. Em relação às taxas de juros, a entidade avaliou que a atuação do Banco Central em março e abril foi adequada e alinhada ao regime de metas inflacionárias.

O FMI reforçou que a flexibilidade nas políticas monetárias é crucial, dado o alto nível de incerteza e as novas pressões inflacionárias provenientes dos preços globais da energia. A preservação das receitas extraordinárias do petróleo, segundo a entidade, fortalecerá a sustentabilidade da dívida pública e criará espaço para investimentos prioritários.

Em resposta ao reconhecimento do FMI, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou que a principal meta do governo é alcançar um crescimento anual sustentável de pelo menos 4%. Ele destacou que esse crescimento será impulsionado por um aumento significativo da produtividade.

Durigan também defendeu a continuidade das ações do governo para tornar o Estado mais eficiente e para avançar em um diálogo sério sobre os desafios econômicos do Brasil. Ele reiterou o compromisso com a gestão macroeconômica que busca equilibrar a dívida e controlar a inflação, além de fortalecer programas sociais e a proteção ambiental.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.